Hepatite C
AVISO IMPORTANTEEste texto é informativo e não substitui avaliação médica. Eu escrevo também a partir da minha experiência como paciente, mas decisões sobre exames, diagnóstico e tratamento devem ser...
DOCUMENTO HISTÓRICO E ACERVO
Nosso acervo conta com 4.882 publicações. Não apagamos a história porque alguém, em algum lugar, algum dia, poderá precisar saber de algo — e existe, sim, a possibilidade de este ser o único lugar onde este conteúdo ainda exista.
Table Of Content
Este site é mantido de forma totalmente independente por Cláudio Souza, diagnosticado com HIV/AIDS em 1994 e enfrentando, mais recentemente, os diagnósticos de Insuficiência Pancreática Exógena e Miastenia Gravis.
Embora 99% dos medicamentos necessários sejam obtidos via farmácia de alto custo do SUS em Santos, tratamentos essenciais como a colesteramina (Questran) possuem um custo extremamente elevado e sem subsídio.
Se você pode e quer ajudar a manter esta história no ar, faça um PIX de qualquer valor:
Sintomas e Doença
Os sintomas da infecção pelo vírus da hepatite C variam, menos de 5% das pessoas que contraem o vírus desenvolvem os sintomas agudos da hepatite, como visão deformada, icterícia, diarréia e náusea no momento da infecção, e algumas pessoas não apresentam sintomas em nenhum estágio. Para aquelas que os apresentarem, os sintomas mais comuns são de cansaço extremo e depressão. Não se sabe qual a proporção das pessoas com hepatite C que desenvolverá doença hepática. Um pequeno número de pessoas infectadas com hepatite C conseguirá se livrar da infecção. Aproximadamente 85% das pessoas infectadas desenvolverão hepatite C crônica e contínua. Os padrões da progressão da doença parecem variar consideravelmente de pessoa para pessoa. Algumas pessoas talvez nunca apresentem sintomas, outras podem começar a sofrer cansaço extremo e náusea por dez a quinze anos após a infecção, enquanto que uma minoria significativa desenvolverá doença hepática grave. A variação na gravidade da hepatite C pode refletir diferenças entre os tipos de vírus da hepatite C. Outros fatores, como ser do sexo masculino, consumir bebidas alcoólicas, ter uma idade avançada e ser HIV – positivo também podem acelerar a progressão da hepatite C. É sabido que em média as pessoas que têm somente hepatite C levam de 30 a 40 anos para desenvolver a cirrose. Não está esclarecido o prognóstico das pessoas co-infectadas com HIV e hepatite C. Estudos recentes sugerem que o HIV pode causar danos ao fígado das pessoas co-infectadas, e essas poderão sofrer uma rápida progressão à AIDS.Diagnóstico
Um exame de sangue para identificar anticorpos para hepatite C poderá revelar se você foi ou não exposto ao vírus, podendo ser usado o teste de carga viral para confirmar a infecção. Os exames das funções hepáticas podem dar alguma indicação se a hepatite C danificou seu fígado, mas isso só poderá ser propriamente demonstrado através de uma biópsia do fígado, na qual uma pequena amostra de tecido hepático é removida. A infecção pelo HIV pode dificultar o diagnóstico da hepatite C, pois as pessoas HIV – positivas podem não revelar a infecção no teste dos anticorpos.Tratamento
A recomendação atual é iniciar o tratamento para hepatite C somente se a função hepática estiver constantemente anormal. O objetivo do tratamento é normalizar as enzimas do fígado (um referencial da função hepática), diminuir a carga viral do vírus da hepatite C, melhorar a inflamação do fígado e prevenir a progressão para cirrose ou câncer. O tratamento da hepatite C não dura toda a vida, mas geralmente de 24 a 48 semanas. Atualmente três drogas antivirais são aprovadas para tratar a hepatite C: interferon alfa (injetável), acompanhado ou não por um medicamento chamado ribavirina e uma nova fórmula de droga denominada interferon alfa peguilado que é administrada com a ribavirina. A Associação Britânica para o HIV recomenda que a hepatite C seja tratada com uma combinação de interferon alfa peguilado e ribavirina. Os efeitos colaterais podem ser graves, mas tendem a diminuir com a progressão do tratamento. Estes incluem febre alta, dor na articulação, depressão e baixa contagem dos leucócitos. A ribavirina não deve ser tomada simultaneamente com o AZT, e não deve ser administrada na gravidez. Não se sabe a melhor forma de tratar pessoas infectadas pelo HIV e hepatite C. A maioria dos especialistas recomenda tratar primeiramente a infecção que possa representar risco de vida imediato, que na maior parte dos casos será o HIV. Contudo, o tratamento com alguns medicamentos anti-HIV, como por exemplo, com inibidores de protease, pode ser problemático para as pessoas com o fígado danificado, e requer um monitoramento muito cuidadoso. Há evidência de que a recuperação do sistema imunológico, observada em muitas terapias bem sucedidas para HIV, pode temporariamente aumentar o risco de dano no fígado das pessoas com hepatite C.Se você gosta deste trabalho, se ele te ajudou de alguma forma, deixe um comentário abaixo — eu leio todos e sempre respondo, mesmo que demore um pouco.
E se quiser, mande um Pix de R$ 0,25 pelos 25 anos de trabalho:
Chave Pix: solidariedade@soropositivo.org
Você também pode me escrever para: claudio@soropositivo.org
Fale com o Blog Soropositivo
Tem uma pergunta, sugestão ou quer falar sobre janela imunológica, sexo oral, PEP, PrEP ou outro assunto? Use o formulário abaixo.
[contact-form-7 id="b602517" title="Fale Com Blog Soropositivo Sobre O Que Precisar"]Descubra mais sobre Acervo HIV/AIDS DST/IST Blog Soropositivo Homepage
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.