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DIÁRIO DE NATAL – RN | CIDADES HEPATITE 20/09/2010
Fazer as unhas com materiais descartáveis ou esterilizados é importante para evitar doenças como a hepatite Gabriela Olivar // gabrielaolivar.rn@dabr.com.br O antigo hábito de fazer as unhas das mãos e dos pés parecia inofensivo até algum tempo atrás, mas, com a propagação da informação sobre doenças como a hepatite, causadas pelo uso incorreto de alicates e afastadores, por exemplo, acabou ficando cercado de alguns cuidados especiais. Hoje, clínicas especializadas atraem cada vez mais clientes (homens e mulheres) preocupados com a segurança do material utilizado para deixar as unhas limpas e bonitas. A psicóloga Cynthia Medeiros, 46 anos, faz parte do grupo que trocou a incerteza pela garantia de que entregaria suas mãos e pés a profissionais que trabalham com lixas, afastadores e lâminas descartáveis e alicates esterilizados em autoclave (recipiente metálico de paredes espessas, que opera com vapor sob pressão e a alta temperatura). “Passei a ter essa preocupação, mas não tenho certeza se grande quantidade de pessoas tem essa consciência”, afirmou. Assim como ela, a estudante universitária Maria Luiza, 20, procura saber exatamente a procedência do material de manicure. “No meu caso, sempre foi assim, porque sou diabética e tenho algumas restrições, como não poder retirar muita cutícula. Também tenho que ter cuidado para não encravar as unhas ou fazer o famoso “bife””, disse. Ao contrário das duas, a comerciária Lourdes Oliveira, 48 anos, até sabe dos cuidados que precisa ter, mas acaba relaxando por fazer as unhas com a mesma manicure há mais de 10 anos. “Só me preocupo mesmo com o alicate, tenho o meu próprio”, reconheceu. “Há muitas informações ultimamente sobre o risco de se contrair doenças por falta de cuidado por parte de manicures, mas as pessoas acabam relaxando porque acham que nunca vai acontecer nada demais com elas”. Profissional Para a podóloga Casilene Costa, 41 anos, o ideal é que as clínicas e salões de beleza adotem a esterilização em autoclave, além de lixas e lâminas descartáveis. “Os profissionais precisam ser treinados e capacitados e ter um cuidado constante com a limpeza, higienizando as mãos a cada cliente”, opinou. Dona de uma clínica especializada na Zona Sul de Natal, ela acredita que as pessoas estão mais atentas aos cuidados específicos e até têm cobrado ver e constatar que os estabelecimentos adotam procedimentos mais seguros. |
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