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Jornal de Brasília |
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Saúde |
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01/DEZEMBRO/07 |
Programação começa às 9h, na Torre de TV
Hoje, Dia Mundial de Combate à Aids, a Secretaria de Saúde promove, das 9h às 14h, na Torre de TV, um grande evento para lembrar a data. Às 10h, o tradicional laço humano será formado por 300 estudantes do Ensino Médio de escolas públicas do DF, contornando o monumento com centenas de pessoas para desenhar o símbolo da luta contra à doença. A presença dos estudantes reforça o slogan do Ministério da Saúde para este ano, que tem como foco principal jovens entre 14 e 24 anos: Sua atitude tem muita força na luta contra a Aids.
Tendas de organizações não-governamentais vão expor trabalhos manuais, artísticos e de prevenção, realizados durante o ano. A ação será aberta pelo Batalá. A banda Móveis Coloniais de Acaju preparou um show especial com músicas de grandes ícones vitimados pelo HIV. Haverá ainda, apresentações de grupos de teatro.
Durante todo o dia, o Laboratório Sabin vai distribuir camisinhas para os presentes. Em todas as unidades da rede, clientes e acompanhantes também poderão receber os preservativos, além de realizar o exame de HIV com desconto especial. O laboratório também vai promover oficinas de prevenção às Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) para os colaboradores da empresa e outras comunidades.
Recém-nascidos
Segundo o Ministério da Saúde, o número de recém-nascidos infectados, cujas mães HIV positivo passaram pelo tratamento desenvolvido pelo Serviço de Doenças Infecciosas e Parasitárias do Hospital dos Servidores do Rio de Janeiro, durante o período pré-natal, foi reduzido de 3,5% em 1998 para 1,2% em 2006.
Desde 1996, as gestantes portadoras do HIV são assistidas no HSE por uma equipe multidisciplinar, formada por infectologistas, obstetras, psicólogos e assistentes sociais, entre outros. Os remédios para reduzir o risco de transmissão do HIV da mãe para o bebê são oferecidos às gestantes, além de todos os exames necessários. Até o ano de 2006, o programa atendeu a mais de mil gestantes. Nas grávidas que não fazem o pré-natal e só descobrem a infecção na hora do parto, por meio do teste rápido, o programa tem obtido resultados de 8,9% de queda na taxa de transmissão.
Asa Norte lidera o ranking
Conforme boletim epidemiológico da Secretaria de Saúde, as localidades do Distrito Federal com os maiores coeficientes de incidência da Aids, no período de 2004 a 2007, foram, em ordem decrescente: Asa Norte, Cruzeiro, Candangolândia, Guará, Lago Norte e Taguatinga. Nesse mesmo período, 21,4% dos casos diagnosticados em todo o território brasiliense foram de residentes em outros estados.
A categoria de exposição heterossexual permanece como a mais freqüente entre os casos notificados (45,6% em 2006), seguida das categorias homossexual masculino (18,2%), bissexual masculino (10,1%) e usuário de droga injetável (6,1%). Em 2006, a faixa etária com maior incidência específica de Aids foi entre 40 e 44 anos.
O sexo masculino apresentou incidências específicas mais elevadas que as do sexo feminino em todas as faixas etárias, exceto na de menores de quatro anos e na de 50 a 54 anos. Não houve registro de casos nas faixas etárias de cinco a nove anos e de dez a 14 anos. O coeficiente específico de incidência por sexo (todas as faixas etárias) foi superior no sexo masculino (16,7 por um milhão de homens e 8,5 por um milhão de mulheres).
Em queda
A proporção masculino e feminino entre os casos de Aids apresentou quedas sucessivas até o ano 2000, quando chegou a 2,0/1. No período de 2001 a 2005 apresentou ligeira elevação, mantendo-se entre 2,1/1 e 2,3/1. Em 2006, a proporção voltou a cair para 1,8/1.
De acordo com o Boletim Epidemiológico 2007, do Ministério da Saúde, de 1980 a junho de 2007, foram notificados 474.273 casos de Aids no País – 289.074 no Sudeste, 89.250 no Sul, 53.089 no Nordeste, 26.757 no Centro Oeste e 16.103 no Norte. No Brasil e nas regiões Sul, Sudeste e Centro Oeste, a incidência de Aids tende à estabilização. No Norte e Nordeste, a tendência é de crescimento.
Concentração
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil tem uma epidemia concentrada, com taxa de prevalência da infecção pelo HIV de 0,6% na população de 15 a 49 anos. Já o relatório do UnAids estima que existam, atualmente, 33,2 milhões de pessoas com HIV em todo mundo e que ocorreram 2,5 milhões de novas infecções em 2007. O número de pessoas que morreram em decorrência da Aids, em todo o mundo, neste ano foi de 2,1 milhões.
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