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ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO |
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Agência GLBTS |
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01/JUNHO/07 |
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31, 2007 às 17:03
Homossexuais temem onda de violência
As entidades ligadas aos direitos dos homossexuais e minorias estão se mobilizando para cobrar providências do Governo Estadual em relação a série de assassinatos que tem assustado a população. Há mais de um mês, a Associação Potiguar pela Livre Orientação Sexual (Apolos) encaminhou ofícios à Secretaria Estadual da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed), Secretaria de Estado da Justiça e da Cidadania (Sejuc) e à própria governadora Wilma de Faria, mas não obteve resposta. ‘‘O secretário Carlos Castim passou a responsabilidade para a Coordenadoria do Direito da Mulher e das Minorias (Codimm)’’, disse o diretor executivo da Apolos, Wilson Dantas.
O ofício encaminhado em 23 de abril e despachado apenas em 25 de maio, após mais um assassinato, terá como resultado uma reunião, que vai acontecer na próxima quinta-feira, às 11h, com a coordenadora do Codimm, Rossana Pinheiro de Souza. Ao todo, cinco entidades foram convocadas a participar da discussão: Apolos, Associação das Travestis do Rio Grande do Norte (Astra), Grupo Habeas Corpus Potiguar (Gap), Liga Norte-rio-grandense de Combata à Aids (LNCA) e Grupo Afirmativo de Mulheres Independentes (Gami).
Segundo Wilson Dantas, o Codimm não é suficiente para atender a demanda, pois não possui estrutura. ‘‘A equipe é capacitada, mas é pequena’’, revela o diretor executivo da Apolos, lembrando que existem projetos da Sesed parados sem nenhuma explicação. É o caso do convênio número 001/2006, que daria apoio à criação do Centro de Referência em Direitos Humanos da Prevenção e Combate à Homofobia. Lançado em 25 de abril de 2006 e com recurso disponível de R$ 45 mil, o convênio venceu em 3 de março deste ano e não foi sequer iniciado. ‘‘Ou é falta de interesse ou falta de competência’’, diz expressando indignação.
A mais recente tentativa de conseguir apoio do Governo foi através do envio de mais um ofício, dessa vez encaminhado ao presidente da Assembléia Legislativa, Robinson Faria, em 17 de maio. O objetivo é promover uma audiência para discutir o tema e propor soluções. Na mesma data, as entidades ligadas aos homossexuais realizaram um ato público na Praça Sete de Setembro, oportunidade em que chamaram a atenção da população para os crimes cometidos recentemente.
A Apolos já buscou apoio, inclusive, do Governo Federal, enviando ofício, via e-mail, ao Gabinete da Presidência da República e participando da Frente Parlamentar pela Cidadania GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros), que aconteceu em Brasília e contou com a presença da deputada federal Fátima Bezerra. ‘‘O movimento GLBT está fazendo seu papel, cobrando providências a todas as esferas do Governo’’, disse Wilson Dantas.
Com Agências
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