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18/JUNHO/07 |
HPV – o que fazer?
SEGS.com.br Autor ou Fonte Redatora é: ELIZANGELA DEZINCOURT
Data: 18/06/2007
O HPV é um vírus muito mais comum do que a maioria das pessoas imagina. O papiloma vírus humano, doença sexualmente transmissível, atinge uma em cada quatro brasileiras (principalmente as mais jovens). A realização do preventivo regularmente e do exame Papanicolau são as melhores formas de detectar o vírus e realizar um tratamento de sucesso.
A falta de informação e de acesso ao serviço de saúde mantém o Brasil no topo do ranking de incidência do vírus, que sem tratamento, aumenta os riscos do desenvolvimento de verrugas genitais e de câncer do colo do útero.
A alta incidência não é motivo para pânico, apenas reforça a importância dos exames ginecológicos rotineiros desde o início da vida sexual.
De acordo com a estimativa de Incidência de Câncer no Brasil, o câncer de colo do útero é a terceira neoplasia maligna mais comum entre as mulheres, sendo superado pelo câncer de pele (não-melanoma) e pelo câncer de mama.
Vários são os fatores de risco identificados para o câncer do colo do útero, sendo que alguns dos principais estão associados às baixas condições sócio-econômicas, ao início precoce da atividade sexual, à multiplicidade de parceiros sexuais, ao tabagismo (diretamente relacionados à quantidade de cigarros fumados), à higiene íntima inadequada e ao uso prolongado de contraceptivos orais. Estudos recentes mostram ainda que o HPV tem papel importante no desenvolvimento da neoplasia das células cervicais e na sua transformação em células cancerosas. Este vírus está presente em mais de 90% dos casos de câncer do colo do útero.
Segundo Dra. Janyara Teixeira de Souza e Silva, oncologista clínica do Ceon, a incidência do HPV está cada vez maior entre os jovens. Apesar da forte campanha de prevenção às DST“”s e Aids, as informações sobre HPV ficam diluídas entre tantos dados relacionados às demais doenças sexualmente transmissíveis.
Sintomas e tratamento – Os principais sintomas do HPV são: sangramento vaginal, corrimento e dor. O tratamento adequado para cada caso deve ser avaliado e orientado por um médico. Na maioria das vezes visa a remoção das lesões (verrugas, condilomas). Os tratamentos disponíveis são locais (cáusticos, quimioterápicos, cauterização etc.). O retorno da doença pode ocorrer com freqüência, mesmo com o tratamento adequado. Eventualmente, as lesões desaparecem espontaneamente. Não existe ainda um medicamento que erradique o vírus, mas a cura da infecção pode ocorrer por ação dos mecanismos de defesa do organismo.
A transmissão do HPV pode ser através do contacto sexual íntimo (vaginal, anal e oral). Mesmo que não ocorra penetração vaginal ou anal o vírus pode ser transmitido. Eventualmente uma criança pode ser infectada pela mãe doente, durante o parto. Pode ocorrer também, embora mais raramente, contaminação por outras vias que não a sexual: em banheiros, saunas, instrumental ginecológico, uso comum de roupas íntimas, toalhas etc. O HPV é um vírus que não está só na região do pênis e da vagina. Também se manifesta em região que pode não estar coberta pela camisinha, promovendo a contaminação.
O HPV também afeta os homens, mas, geralmente, as infecções regridem espontaneamente antes do aparecimento de qualquer lesão. Quando há verrugas no pênis, elas devem ser removidas. O problema é que mesmo quando as lesões não aparecem, o homem pode transmitir o vírus para a sua parceira.
Vale ressaltar que o período de incubação pode durar de semanas a anos. Como não é conhecido o tempo que o vírus pode permanecer no estado latente e quais os fatores que desencadeiam o aparecimento das lesões, não é possível estabelecer o intervalo mínimo entre a contaminação e o desenvolvimento das lesões, que pode ser de algumas semanas a até anos ou décadas.
A prevenção primária do câncer do colo do útero pode ser realizada através do uso de preservativos durante a relação sexual. A prática do sexo seguro é uma das formas de evitar o contágio pelo HPV.
Jovens com HP
V – Quando o jovem “fica” com diferentes pessoas de forma desprotegida, o risco de ter a infecção pelo HPV aumenta e, com isso, a possibilidade do câncer. O câncer de colo do útero pode levar de 10 a 15 anos para se manifestar. Muito antes do desenvolvimento de lesões mais graves, é possível tratar e controlar a infecção com exames periódicos.
Medicamento – Um novo medicamento chega ao mercado para prevenir o papilomavírus humanos (HPV) e o câncer uterino. A vacina GARDASIL pode ser encontrada em várias clínicas de Brasília. O medicamento foi testado em milhares de mulheres de diferentes países e produz anticorpos específicos contra cada subtipo de HPV. “A proteção contra a infecção vai depender da quantidade de anticorpos produzidos pelo indivíduo vacinado”, explica Dra. Janyara.[14]
A vacina é indicada para a prevenção de câncer, lesões pré-cancerosas ou displásicas, verrugas genitais e infecção causada pelos subtipos 6, 11, 16 e 18 do HPV. “Deve ser aplicada em mulheres na faixa etária de 9 a 26 anos em 3 doses, seguindo as recomendações médicas”, complementa a oncologista.
Assessoria de Comunicação
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