O que é a Janela Imunológica?
A janela imunológica do HIV é o período entre a infecção pelo vírus e a produção de anticorpos anti-HIV pelo organismo, que podem ser detectados por testes. Em geral, essa janela dura cerca de 15 dias, mas pode variar conforme o organismo da pessoa e o tipo de teste utilizado.
Durante esse período, o da janela imunológica, os testes podem dar resultado negativo mesmo que a pessoa esteja infectada. Por isso, é recomendado repetir o teste após 30 a 60 dias se houver suspeita persistente — que pode vir da culpa, do medo ou da pura paranoia.
HIV pode ser transmitido durante a janela imunológica?
Sim. Mesmo que o teste ainda não detecte o vírus, a pessoa já pode transmiti-lo. Isso torna a conscientização sobre esse período essencial para a prevenção e o cuidado.
A importância da informação — e do combate à desinformação
Profissionais de saúde, educadores e líderes comunitários devem estar capacitados para fornecer dados precisos sobre a janela imunológica. A detecção precoce salva vidas e evita novas infecções.
Mas nem sempre estão. Há médicos que, sentados sobre seus diplomas de infectologia há 25 anos, ainda repetem as verdades de 1980 e 1990 como se fossem atuais. Em pleno século XXI, essas informações estão tão mumificadas quanto quem as transmite.
Se você ouvir que “o teste só pode ser feito após seis meses da exposição” ou a janela imunológica é de seis meses, procure outro médico. Essa orientação está ultrapassada e não condiz com os protocolos modernos.
O que dizem os dados mais confiáveis?
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Teste NAT: detecta funciona com uma anela imunológica HIV entre 10 e 33 dias
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Teste Ag/Ab: Este te uma anela imunológica de 14 a 16 dias. A Janela Imunológiva Mais Curta
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Testes convencionais: recomendam até 90 dias para confirmação; é a mais longa janela imunológica!
A recomendação de esperar por uma janela imunológica de seis meses não tem respaldo científico atual e pode gerar angústia desnecessária. Eu já vi muita coisa triste, muito sofrimento, e ainda vejo: por conta de informações desencontradas sobre janela imumológica conheçõ uma pessoa que se testa, em casa ou em COAS, duas vezes por dia, todos os dias há pelo menos 8 anos!
Houve um tempo em que meu blog era mais visitado e vi de muito perto esta angústia da janela imunlófica. Pessoas perguntavam, uma janela imunológica de 180 dias está bom Cláudio? Posso ficar tranquilo? O texto Janela Imunológica, os fatos, foi escrito a oito mãos, de quatro profissionais de testagem de HIV.
Cansei de explicar isso, mas coisa mais dantesca que vi fi alguém da Amazônia ter lido que, em caso de relação anal, a janela imunológica seria de três anos. Me chocou profundamente ver tanta maldade homofóbica! Enfim, depois de ter respondido a mais de mil perguntas sobre janela imunológica, fechei os comentáros, pois toda a informação sobre janela imunológica estava lá! Infelizmente meu blog foi hackeado e apagaram justamente esta página, janela imunológica, os fatos.
O ideal é seguir as orientações do Ministério da Saúde, UNAIDS, CDC e OMS.
Tipos de testes e períodos de janela Imunológica
Os testes variam em sensibilidade e tempo de detecção:
Teste de ácido nucleico (NAT)
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Detecta o HIV de 10 a 33 dias após a exposição.
Teste de antígeno/anticorpo (Ag/Ab)
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Detecta o HIV de 14 a 16 dias após a exposição. A janela imunológica mais curta!
Outros testes
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Podem levar até 3 meses para detectar o vírus. É a mais loga janela imunológica.
Cada pessoa reage de forma diferente, então clínicas podem recomendar prazos específicos para testagem.
Quando fazer o teste de HIV?
Se você acredita que pode ter sido exposto ao HIV, procure um hospital com urgência em busca de PEP (siga o link e saiba mais – ele abre em outra aba) para pegar a PEP você independentemente de janela imunológica. Se der reagente, minha querida leitora, meu amigo leitor, a infecção já estava instalada em você e lhe cabe, ou não, informa seu ou sua parceira/o da situação. Depos de cumprir, espartanamente a PEP você terá de esperar a janela imunológica e fazer novo exame. No entando, veja: está estabelecido que quem começa a PEP em, até 72 horas do contato de risco e segue a prescrição corretamente, não soroconverte. Depois da PEP você tem de esperar por uma janela imunoklógica específica ao teste que você fará e preste atenção, da mesma maneita que há médicos despreparados, há enfermeiras despreparadas.
Perdoe-me se pareço pretencioso ou arriogante, mas vivo com HIV há mais ou menos 30 anos e, quando penso que já vi tudo, me aparece um novo modo de preconceito ou ignorância! Eu já sigo como tema do post, mas quero atestr minha credibilidade
Um Pouco de Minha Histório Como Bloqueiro
Só quero que você fique bem, soropositivo ou não, e que esteja bem informado. leio e pesquiso muito antes de escrever, para contar, quando eu comecei com Soropositivo Home Page (ver aqui: Bem vindo a Soropositivo Home Page) escrevi para o Programa Nacional DST/AIDS, extinto no governo Bolsonaro (ver aqui: Coordenação Nacional de DST e Aids) escrevi um e-mail para eles decretando minhas intensões e pedindo material. Eles me mandaram uma tonelada de coisas e, dentre elas um livro muito importante:
AIDS: leia antes de escrever
Atividades de risco incluem:
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Sexo desprotegido (monogâmico ou não)
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Compartilhamento de agulhas ou seringas
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Uso de drogas injetáveis
Na boa… quem sou eu pra julgar? Fui morador de rua, tabagista desde os 14, nunca usei drogas pesadas, mas vivi meus vícios: tabaco, maconha e mulheres. Não jogo, nem na megassena!
Onde fazer o teste?
Você pode fazer o teste em:
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Hospitais e clínicas
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Farmácias e centros comunitários
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Unidades móveis
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Testes caseiros (como os oferecidos pelo Barong, aqui em Santos)
PEP: Profilaxia Pós-Exposição – Discorrendo um pouco mais
A PEP é um tratamento de 28 dias que pode impedir a infecção se iniciado até 72 horas após a exposição. Você pode receber PEP se:
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Teve relação sexual com rompimento de preservativo
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Compartilhou agulhas
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Foi vítima de abuso sexual
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Sofreu acidente com agulha contaminada
Embora não seja 100% eficaz, a PEP é altamente recomendada em casos de risco.
Prevenção durante a janela imunológica
Mesmo sem confirmação de infecção, é essencial evitar a transmissão:
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Use camisinha
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Considere a PrEP (profilaxia pré-exposição)
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Faça testes regulares de DSTs
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Não compartilhe agulhas
Minha história com o HIV
Em novembro de 1994, me deram seis meses de vida. Risos. Trinta anos depois, cá estou. Foi fácil? Não. Foi difícil? Também não. Tive meus tropeços. Um amigo disse que o único histórico médico que deixava ele mais triste que o dele era o meu. Sabe Deus.
Talvez eu o mostre no final do texto, para você ver que, enquanto há vida, há esperança
Projetos que mudaram minha vida
A Susan Gasparini, da Casa da AIDS, me conectou ao pessoal do Barong. Hoje recebo toda a medicação do SEAP em casa, graças ao projeto ART em Casa. Isso me poupa viagens entre Santos e São Paulo. O serviço do Barongé de primeira linha.
Susan também me apresentou à Adriana Bertini, minha fada, em um treinamento sobre testagens de HIV, sífilis e hepatites virais. A maioria dos casos positivos que vemos é de sífilis — e isso é sério. Mulheres grávidas, atenção: prevenir a neurossífilis no bebê está nas suas mãos.
Adoção e cidadania
A Bertini me apresentou ao pessoal do ConCidadania. Fabiana e seus sapatos lindos, Marize com seu cabelo vermelho, e tantos outros me adotaram como DJ nos eventos da ONG. Casado com Mara e tocando como DJ, estou no sétimo céu.
Para quem perdeu tudo em 1994, inclusive as ilusões, e recebeu uma sentença de seis meses de vida… nada mal, né?
Reflexões finais
Estou feliz. Tenho problemas, claro. Mas quem não os tem? Com ajuda de amigas e amigos, participei de uma licitação cultural e posso conseguir imprimir meu primeiro livro: Memórias de Um Homem da Noite, Volume UM.
Fico triste com o mundo — com Putin e a Ucrânia, com Kim Jong-un testando mísseis, com pobre de direita. Mas sigo acreditando que só seremos uma civilização quando acabarmos com as cercas embandeiradas separando quintais e formos uma só nação.
Terra.

Sobre o blog
Estou voltando a blogar. O site está uma zorra, as fotos sumiram, preciso pagar para acessar ferramentas que me permitam manobrar 5.000 páginas de conteúdo. Peço desculpas pela bagunça.
Mas uma coisa posso afirmar com convicção — porque a Marta socou com um socador de caipirinha:
Janela imunológica do HIV fica entre 14 e 16 dias. Isso basta. Chega de neura.
HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA FACULDADE DE MEDICINA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO
DIVISÃO DE MOLÉSTIAS INFECCIOSAS E PARASITÁRIAS SERVIÇO IE EXTENSÃO
Rua Ferreira de Araújo, 789 Pinheiros São Paulo -SP É 11-3034-1444 LAUDO MÉDICO
De acordo com o que preceitua o Código de Ética Médica, nos termos da legislação vigente e de conformidade com o pedido formulado pelo interessado, declaro que o Sr Claudio Santos de Souza matriculado no serviço sob registro RG3256664J, está em acompanhamento regular com seguintes diagnósticos/ClD•10 até o presente momento:
- HlV/Aids diagnóstico em 11/1994 1824}
- Candidíase oral 1996 {B20.4)
- lnfecção latente tuberculosa tratada com Isoniazida em 1997 (Z20A}
- Embolia Pulmonar } em 21/12/2005
- Arritmia cardiaca: bloqueio parcial ramo O/bradicardia sinusal por antidepressivos tricíclicos em 2006 (149-9/qoo,1}
- Depressão (F321)
- Dislipidemia (E78.5j)
- Diabetes fE14,}
- Obesidade IE66,)
- PO tardio de gastroplastia redutora {técnica Capella 10/2011)
- Embolia Pulmonar } em 2011 + hipertensão pulmonar HAS {110) controlada após cirurgia bariátrica Catarata {H26,9)
- Sífilis (A51.O) gonorréia herpes genital IABO} Litíase vesicular (K80,5}
- Trombose venosa profunda/tromboftebite MMII MMSS de repetição {182.9}: 2008, 2009 e 2010
- Embolia Pulmonar } em 22/10/2012
- lntervenção cirúrgica em 21/01/2013:
- de herniorrafia incisional abdominal,
- apend icectomia,
- colecistectomia
*Herpes zoster ramo oftálmico 04/2ñ15 fB02)
Neuropatia periférica em membros superiores e inferiores (G62,9), acarretando:
- Fraqueza muscular,
- Parestesias
- Dor medicado e em seguimento pela equipe de dor Angioma cavernoso cerebelar em seguimento com neurologia Tratamento:
TDF±3TC+ATVr, ezetimibe, alopurinol, AAS, atorvastatina, enoxaparina, clomipramina, risperidona, zolpidem, clorpromazina, flunitrazepam, gabapentina, amitriptilina, metadona São Paulo, 02/02/2017
Dra Angela
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