O jornalista Murilo Aguiar denuncia ter sido vítima de preconceito e agressão (ataque homofóbico) dentro da Yatch, uma boate LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros), localizada no centro de São Paulo.
Segundo o UOL, Aguiar afirma que foi à festa com mais três amigos (dois homens e uma mulher). O jornalista relata que estava com a amiga na fila do banheiro quando uma funcionária da limpeza disse gritando “próximo”.
“Eu respondi ‘calma’, e a funcionária falou ‘calma não; isso aqui é banheiro, tem de ser rápido; estou trabalhando’. Eu retruquei: ‘eu sei que você está trabalhando; eu também trabalho”, diz Aguiar.
O momento do Ataque Homofóbico
O jornalista disse que um outro funcionário da limpeza acompanhava o diálogo. “Ouvi ele [o funcionário] afirmar ‘é por isso que todo gay tem HIV; gay tem de ser mais humilde, tem de ler mais a Bíblia’. Simplesmente ignorei e entrei no banheiro”, afirma.
Mais tarde, Aguiar estava com os amigos na área destinada a fumantes quando o funcionário que o ofendeu passou pelo grupo. “Comentei com meus amigos que tinha sido aquele que havia feito os comentários. Ele então começou a dizer ‘todo gay tem HIV, toda gay é esnobe. Você viu o jeito que você falou com ela [a funcionária]?”, diz.
O jornalista teve um rápido bate-boca com o funcionário que acabou se afastando do grupo. No entanto, um amigo do jornalista comentou como deveria ser ruim ter preconceito contra gays e trabalhar em um local frequentado por esse público.
“O funcionário voltou e, gritando, disse: ‘eu não sabia que hoje era festa gay; se soubesse não teria vindo. Se eu pudesse, daria um tiro na sua cabeça’. Então eu perguntei: ‘você está louco, gata?”, diz o jornalista que relata que nessa hora o funcionário o derrubou no chão e começou a dar socos.
Aguiar teve dois dentes quebrados e sofreu escoriações pelo corpo. O funcionário da boate foi denunciado por agressão no 78º DP (Jardins) e o jornalista ainda pretende entrar na Justiça com um processo administrativo contra a boate por danos morais.
“Estou revoltado por isso ter ocorrido dentro da casa que controlo, cuja maioria dos sócios é gay”, diz o empresário Facundo Guerra, um dos sócios da boate.
O empresário acrescenta que o funcionário denunciado é terceirizado e que tem a intenção de acionar judicialmente a empresa para a qual o agressor trabalha, além de não contratar mais funcionários terceirizados.
“Ele [Aguiar] poderia ter notificado logo a casa. Qualquer comentário [homofóbico] teria causado o desligamento dele [agressor] e inclusive da empresa”, diz Guerra. “Estamos solidários à vítima”, acrescenta.
Nota do edito de soropositivo.org:
Por um evangélico, sem checar suas convicções pessoais, num ambiente gay só poderia gerar este tipo de ataque homofóbico mesmo
Redação Portal IMPRENSA | 11/07/2013 16:30
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