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Jornal de Brasília |
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Cidades |
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09/DEZEMBRO/07 |
Lição de cidadania
Voluntários do Projeto Rondon voltam à ativa
Da Redação
Ontem, 240 universitários de todo o País se reuniram na tenda do Centro Comunitário da Universidade de Brasília (UnB). Eles são integrantes do Projeto Rondon e se preparam para a Operação Retorno, na qual visitarão municípios carentes que já haviam recebido equipes em edições anteriores da iniciativa. Oito alunos de Brasília vão participar dessa nova etapa. Eles embarcam no próximo dia 15 para o Rio Grande do Sul.
Ludmila Golvea, 21 anos, é uma das "rondonistas" veteranas. No ano passado, a aluna do curso de Sociologia da UnB esteve no Município de Nova Timboteua, no Pará. "Além de poder levar um pouco do nosso conhecimento, aprendemos muito com a comunidade também", conta. Na ocasião, ela trabalhou em conjunto com alunos de outras áreas em oficinas sobre consciência política e noções de direito da mulher e do idoso.
Para o professor de Odontologia Tomas Henrique de Araújo, da Universidade de Alfenas (Unifal), o projeto é uma lição de vida e de cidadania para todos que participam. Os alunos da Unifal voltarão ao município de Jordão, no Acre, para dar continuidade ao trabalho do grupo anterior. "A maior parte da população de Jordão é indígena e o município tem o segundo menor Índice de Desenvolvimento Humano do Brasil", explica o professor. A meta, dessa vez, é ensinar noções de saúde à comunidade e reunir antigos registros para inaugurar um Museu da Borracha no município.
Para participar do Projeto Rondon, os alunos enfrentam um processo seletivo, realizado na própria universidade. São avaliados quesitos como boa conduta, postura pró-ativa e boas notas.
De acordo com o professor Antônio Carlos, coordenador de extensão da UnB, a universidade é a primeira a ter o Projeto Rondon como um de seus projetos de extensão.
Experiência profissional
A aluna de Enfermagem Auriceles Paes da Silva, 24, e a estudante de Nutrição Sônia Lourenço, 36, ambas da Unitri, em Uberlândia, partirão na próxima operação para Rosário do Catete, em Sergipe.
A expectativa das novas rondonistas é desenvolver palestras sobre AIDS, gravidez na adolescência e educação alimentar na comunidade. "Essa será uma oportunidade de agregar à nossa formação a experiência de atuar em uma comunidade", destaca Auriceles. Sônia afirma que decidiu se unir ao projeto após ouvir o relato de outros alunos e professores. "Me interessei pela oportunidade de atuação profissional", acrescenta.
O encontro contou com a participação do Ministro da Defesa Nelson Jobim, que ressaltou a importância da cidadania na formação universitária. "Creio que o Projeto Rondon contribui com uma integração nacional ao mostrar a esses alunos novas formas de vida", afirmou o ministro.
Saiba mais
O Projeto Rondon trabalha com integração social e leva universitários e docentes de instituições de todo o Brasil para realizar trabalhos voluntários em comunidades carentes espalhadas por todas as regiões do País.
As universidades enviam propostas de ações nas comunidades, como cursos de capacitação e oficinas, ao Ministério da Defesa, responsável pela coordenação do projeto.
O trabalho dos rondonistas é feito de forma multidisciplinar, ou seja, alunos de várias áreas atuam de acordo com os problemas encontrados em cada município.
Os voluntários realizam oficinas educativas sobre saúde, meio-ambiente, agricultura e cidadania.
O nome "Projeto Rondon" foi inspirado no trabalho feito pelo Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon conhecido por desbravar terras na região amazônica entre 1967 e 1989.
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