Lipodistrofia em pacientes portadores do vírus HIV

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O QUE É LIPODISTROFIA ?

Lipodistrofia é o nome dado para uma coleção de mudanças no corpo, que são vistas em pessoas que utilizam medicamentos anti-HIV. Lipo se refere à gordrdura, e distrofia significa perturbação grave, ou crescimento ruim.

A Lipodistrofia é mais comum em pessoas que estão fazendo terapia antivirótica. Estas mudanças no corpo incluem ambos a perda e/ou depósitos de gordura :

Perda de gordura : ocorre nos braços ou pernas ou face (bochechas afundadas).

Depósitos de gordura : podem aparecer no estômago, na parte de trás do pescoço (uma corcunda de búfalo), os peitos (em homens e mulheres) ou outras áreas, incluindo debaixo do queixo ou se espalha ao redor do corpo.

Depósitos de gordura debaixo da pele que causam um montículo são chamados lipomas.

Não há nenhuma definição clara de lipodistrofia, e nenhum estudo cuidadoso foi terminado em sua freqüência. Investigadores usaram definições diferentes, de lipodistrofia entre 5% e 75% dos pacientes que utilizavam medicamentos antiviróticos.

Pacientes que utilizam qualquer inibidor de protease, como também pacientes que nunca utilizaram, podem também desenvolver a lipodistrofia.

A LIPODISTROFIA É PERIGOSA ?

Embora não seja uma ameaça de vida, é um problema sério.

Depósitos de gordura atrás do pescoço podes ser grandes o bastante para causarem dores de cabeça e problemas respiratórios.

Seios aumentados em mulheres podem ser dolorosos, bem como as mudanças no corpo podem causar problemas psicológicos e emocionais. Também, por causa da lipodistrofia, alguns pacientes estão evitando terapia antivirótica.
Açúcar de sangue alto pode ser um sinal de diabete.

Algumas pessoas que utilizaram os inibidores de protease, desenvolveram diabete, ou as diabetes evoluiram para pior.

O QUE CAUSA LIPODISTROFIA ?

Não se sabe o que causa lipodistrofia. Podem haver causas diferentes para os vários sintomas.

Uma das teorias é que aqueles inibidores de protease interferem no processo da gordura. Isto é, porque moléculas de inibidor de protease são semelhantes a algumas proteínas humanas que processam a gordura. Porém, alguns pacientes que nunca utilizaram inibidores de protease têm a lipodistrofia.

Outra teoria, é que a resistência da insulina tem um papel importante no desenvolvimento da lipodistrofia. Em uma pessoa saudável, a insulina move açúcar (glicose) para as células produzirem energia ou serem armazenadas para uso futuro. Com a resistência da insulina, a glicose não é processada de maneira correta. Pessoas com resistência de insulina tendem a ganhar peso.

A lipodistrofia também pode ser semelhante a Síndrome X que pode ocorrer em pessoas que se recuperaram de doenças sérias como leucemia de infância ou câncer de seio. Para pessoas portadoras do HIV, isto pode ser causado pela recuperação do sistema imune, depois de terapia antivirótica efetiva.

A LIPODISTROFIA PODE SER TRATADA ?

Como não se sabe o que causa a lipodistrofia, não sabemos como tratá-la.

Atualmente tratamos a absorção da gordura com a Bioplastia e preenchimentos nas áreas afetadas com uma substância biocompatível, permanente e de baixo custo – o Polimetilmetacrilato.
Podem ser eliminados, cirurgicamente, os depósitos de gordura ou removê-los através de lipoaspiração.

CONCLUINDO

A Lipodistrofia é uma coleção de mudanças no corpo, em pessoas que utilizam medicamentos antiviróticos. Podem também estar relacionados ao aumento de glicose no sangue e gordura.

Não há nenhuma definição clara de lipodistrofia, assim é difícil saber quantas pessoas as possuem. Também, sem saber o que causa lipodistrofia, não sabemos ainda como tratar de maneira efetiva.

Investigadores estão pesquisando terapias com hormônio e outros modos para tratar a lipodistrofia.

Não é recomendada a mudança, nem a interrupção do uso de medicamentos antiviróticos.

BIOPLASTIA

IMPLANTE FACIAL E CORPORAL COM POLIMETILMETACRILATO (PMMA)

Esclarecimento aos meus Pacientes

Gostaria de comunicar que, em relação às matérias veiculadas em 19/03/2007, no programa “Hoje em Dia” da Rede Record e em 15/04/07 no programa “Fantástico”, da Rede Globo, onde uma médica deu entrevistas baseando-se em um trabalho de sua autoria, venho esclarecer o que segue:

Tenho uma cópia do mesmo em meu poder:

O estudo a qual a médica se referia trata-se de uma “dissertação apresentada no curso de Pós-Graduação em Ciências da Saúde como requisito parcial para obtenção do título de Mestre”, com o título de “ESTUDO EXPERIMENTAL DA REAÇÃO TISSULAR FRENTE A SUBSTÂNCIAS REMODELADORAS CUTÂNEAS UTILIZADAS EM CIRURGIA PLÁSTICA ESTÉTICA REPARADORA”, datado de 2001, o qual não foi encontrada publicação em nenhum periódico de circulação nacional ou internacional.

Em vista do que foi divulgado pela referida médica através da imprensa e, analisando o estudo por ela realizado, reunimos um grupo de colegas, com vários trabalhos científicos, inclusive mais recentes. Esses trabalhos se contrapõem às afirmações de “migração”, “patologia em órgãos como fígado e rim”, “tumor” à distância, etc.

Estaremos tomando as devidas providências junto ao nosso Conselho de Classe, pois os danos causados foram imensuráveis, gerando pânico e intranqüilidade à população que já se utilizou desta técnica ou produto (estimada em mais de um milhão de pessoas).

Coloco-me a disposição para quaisquer esclarecimentos e informações a nível cientifico (o que já pratico usualmente em minha Clínica com meus pacientes), para tentar trazer uma maior tranqüilidade aos que já fizeram uso do polimetilmetacrilato através da BIOPLASTIA, sem sensacionalismo, e, ainda, gostaria de salientar alguns pontos importantes a serem observados:

1 – Sabe-se que a estimativa de complicações da bioplastia e dos implantes com PMMA perfazem menos de 1%(o que é bem pequeno em relação à maioria dos procedimentos médicos), então pergunto:

Por que só foram mostradas complicações, e NENHUM caso de sucesso? Onde estão as outras pessoas satisfeitas com o tratamento? (o que, normalmente ocorre na maioria das matérias de informação ao público, mostrando os PRÓS e os CONTRAS).

2 – Foram apresentadas complicações (foto de nádegas e um tumor na pata de um camundongo) pós-injeção de “silicone” como sendo de PMMA, então pergunto:

Por que?

3 – O estudo foi realizado em 2001 e só foi levado a público em 2007. Se o produto PMMA apresenta tanto “perigo” e “danos”, eu pergunto:

Por que se demorou 6 anos para que isto viesse a público?

Um grande abraço

Suzana Barretto

 

http://www.suzanabarretto.med.br/


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Claudio Souza DJ, Bloqueiro e Escritor
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