Livro revela dificuldade da imprensa em lidar com a aids

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Livro revela dificuldade da imprensa em lidar com a aids

 

17/06/2009 – 16h10

A dificuldade em lidar com a aids não é exclusiva de médicos, autoridades, familiares e dos próprios pacientes. A imprensa também deu suas “patinadas” em relação à cobertura do tema, como revela dissertação defendida pelo jornalista e professor Carlos Alberto de Carvalho, publicada com o título Visibilidades mediadas nas narrativas jornalísticas: a cobertura da Aids pela Folha de S. Paulo de 1983 a 1987. O lançamento acontece, no dia 27 de junho, na Livraria Quixote em Belo Horizonte – MG.

A dissertação de mestrado defendida na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) foi vencedora dos prêmios Intercom 2001 de Melhor Dissertação em Jornalismo e de Melhor Dissertação em Comunicação Social. A análise dos textos revela que o jornal privilegiava discussões que tocavam em questões comportamentais em detrimento de abordagens mais ligadas às preocupações científicas.

Além disso, salienta o professor, o rumo tomado por certas abordagens acabou empobrecendo a cobertura. Isso ocorreu, por exemplo, com a definição do termo grupo de risco sem que houvesse um debate mais amplo com diversos segmentos da sociedade. “Naquele momento, é possível que o jornal já tivesse condições de questionar o conceito, mas não o fez”, diz Carvalho.

Linha editorial

Em 83, o jornalista identificou 10 textos sobre o assunto. O primeiro artigo a comentar o tema foi escrito em maio daquele ano pelo jornalista Paulo Francis. A primeira matéria específica sobre a Aids seria publicada dois meses depois, abordando os impactos sociais da doença. No ano seguinte, quando descobriu-se o vírus, foram editadas seis matérias. Nos anos de 85 e 86, o número de reportagens sobre a doença subiu para 130. “Nessa época, o jornal define a política editorial a ser adotada em suas reportagens, quando evidencia-se uma opção por não tratar os fatos de maneira sensacionalista”, conta Carlos Alberto de Carvalho.

O ano de 87, continua o professor, apresenta um crescimento vertiginoso no número de publicações – 259 matérias – e consolida uma sistemática de tratar o tema de forma mais aberta. Aquele ano também registrou um marco da cobertura do jornal: o caderno especial Tudo sobre Aids.

Trata-se de uma obra de referência para estudiosos e pesquisadores das áreas da Comunicação Social e do Jornalismo, assim como para quem se interessa pela história do aparecimento e das primeiras evoluções da Aids no Brasil e no mundo, com as polêmicas e desafios por ela suscitadas.

Redação Agência de Notícias da Aids

Fonte: UFMG/Universia.com

Serviço:

Livro: Visibilidades mediadas nas narrativas jornalísticas: a cobertura da Aids pela Folha de S. Paulo entre 1983 e 1987

Editora Annablume tel (11)3812-6764

Data: 27 de junho de 2009

Horário: de 11h às 14 h.

Local: Livraria Quixote – Rua Fernandes Tourinho, 274 – Savassi – Belo Horizonte/MG (31) 3227-3077

Dica de entrevista:
Autor: Carlos Alberto de Carvalho –caco5@uol.com.br

AGÊNCIA AIDS

Editoria:

Pág.

Dia / Mês/Ano:

 

 

18/JUNHO/09

 


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