Apesar de preconceito, escola vacinou praticamente todas as meninas contra o HPV
A última quarta-feira (12) começou diferente para as alunas de 11 a 13 anos da Escola Estadual Barão de Macaúbas, no bairro Santa Tereza e do Colégio Arnaldo, no Santa Efigênia, ambos na região leste de Belo Horizonte. Ansiosas, elas fizeram fila para receber a primeira dose da vacina contra o HPV (papiloma vírus humano). A campanha do Governo Federal pretende imunizar 80% das meninas nesta faixa etária até abril e, para agilizar o processo, a ação expandiu os limites dos postos de saúde e chegou às instituições de ensino.
A adesão na Barão de Macaúbas foi grande, como conta a diretora Amélia Lúcia Botelho: apenas duas famílias das 208 meninas se manifestaram contra a vacina. Uma das meninas não tomou por recomendação médica, já que estava doente. Já os pais da outra ainda resistem à ideia, por motivos religiosos.
— O que se comenta entre os pais é que isso [a vacina] pode despertar as meninas para o sexo, mas não é por aí, é a saúde da mulher.
Amélia conta ainda que foi instruída pela Secretaria Municipal de Saúde e recebeu informações pela internet, que foram repassadas às garotas por meio de aula realizada na quadra da escola. Entre elas, o medo da agulha parecia ser maior do que qualquer tipo de preconceito com relação à vacina. Uma das estudantes, de 12 anos, declarou no entanto que a mãe não quis que ela recebesse a dose.
—Ela disse que quando for a hora, me leva para tomar. Eu também nem penso muito nessas coisas ainda, sabe?
HPV pode ser transmitido pelo contato com a pele, alerta médica
Já a advogada Valéria Cotta, por outro lado, fez questão de acompanhar a filha, Isabela, no dia da vacina no Colégio Arnaldo. Ela ressalta que a campanha estimulou o diálogo sobre o assunto em casa e, antes que chegasse o dia da imunização, mãe e filha pesquisaram sobre o câncer do colo de útero, causado pelo HPV. Favorável à iniciativa do Governo, Valéria acredita que “o mais importante é a prevenção à vida”.
Prática sexual segutra ou isso?
— Com a campanha, ela consegue conscientizar mais ainda sobre todas as questões que a gente já conversa na nossa casa.
O pensamento dela não foi compartilhado por todos os pais, como conta a coordenadora da escola, Cristiana Lamounier. Dentre as cerca de 70 estudantes, aproximadamente 20 não serão imunizadas por escolha das família, que preferem que suas filhas corram o risco de fica como nesta foto, light embora, a correr o risco que isso as leve à prática sexual que, geralmente, começa entre os 12 ou drexe ans.
— É a falta de informação e um pouco de medo até mesmo por não conhecer direito e ter preconceito. Eles pensam que permitindo que seja dada a vacina, ele está empurrando o filho para uma prática sexual e acaba mais preocupado com o preconceito do que a com a prevenção em si.
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