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Medicamentos para doenças sexualmente transmissíveis não estão disponíveis em 83,5% das unidades básicas de saúde de trinta cidades de São Paulo, indica pesquisa divulgada em livro do centro de referência e treinamento em DST/Aids da capital paulista
30/11/2007 – 17h00 Unidades Básicas de Saúde, como o nome indica, são os serviços responsáveis pela atenção primária aos pacientes que procuram a rede pública de saúde. Conhecidas pela sigla UBS, o perfil dessas unidades foi analisado no livro “DST/Aids e rede básica – Uma integração necessária”, organizado por Ivone Aparecida de Paula e Ione Aquemi Guibu. A obra foi lançada na manhã desta sexta-feira (30/11), em cerimônia realizada no auditório do Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids (CRT) de São Paulo, localizado na zona sul da capital paulista. De acordo com dados coletados em 30 cidades do estado, 83,5% das unidades não são abastecidas com os medicamentos necessários para o tratamento das doenças sexualmente transmissíveis. O índice é classificado pelos próprios autores do estudo como “ruim”. Em 61,3% das UBS, ainda de acordo com a pesquisa, não foi “fornecida informação sobre DST/Aids para a população idosa.” O quadro é “ruim” quando o assunto é a disponibilidade do remédio, mas outros aspectos da análise trazem estatísticas bem mais favoráveis. Por exemplo, o preservativo está disponível para a população em 95,6% das UBS. Além disso, em 61,9% das unidades, “todas” as DSTs são notificadas. “Muita coisa que acontece na saúde é pelo empenho pessoal”, avalia Ivone Aparecida de Paula, uma das organizadoras do livro. “Tem um capítulo sobre gestão que é para o secretário municipal mesmo”, diz, referindo-se ao capítulo 6 intitulado “As responsabilidades dos gestores municipais na atenção básica de saúde”. Ivone Aparecida de Paula explica que o livro levou cerca três anos para ser feito. “Foi bem demorado”, afirma. “Foi um trabalho de muita integração. Foi muito rico”, lembra. Além do livro organizado por Ivone e Ione Aquemi Guibu, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, por meio do CRT, lançou, nesta sexta-feira (30/11), mais duas obras que abordam a temática da Aids. Para lembrar o Dia Mundial de Luta Contra a Aids, realizado anualmente em 1º de dezembro, a secretaria paulista de saúde lançou “Adesão: da teoria à prática” (de Joselita M. M. Caraciolo e Emi Shimma) e “Prevenção das DST/Aids em Adolescentes e Jovens: Brochuras de Referência para os Profissionais de Saúde” (organizado por Teo Weingrill Araujo e Gabriela Calazans). “A gente resolveu fazer um levantamento das experiências do estado”, explica Joselita M. M. Caraciolo. “A gente tem textos de diversos segmentos”, ressalta. O livro sobre o tema da adesão, explica a co-autora, reúne artigos de gestores públicos e integrantes de organizações da sociedade civil. “O livro tá muito rico, muito prático”, acrescenta Caraciolo. Para ela, a obra é importante tanto “para quem trabalha” quanto para “quem vive com Aids”. Joselita M. M. Caraciolo explica que o livro é dividido em duas partes: uma sobre a teoria e outra com experiências na área de adesão. Com o intuito de lembrar a importância de aderir ao tratamento de forma adequada, o livro recorda, em sua apresentação, que "o uso inferior a 95% não é suficiente para manter a supressão da replicação viral.” Léo Nogueira
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