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Agência de Notícias da Aids |
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28/NOVEMBRO/07 |
27/11/2007 – 12h40
Foto: Cartaz da campanha do Dia Mundial de Luta Contra a Aids de 2007
“Qual a sua atitude?” Este é o principal slogan da campanha do Dia Mundial de Luta Contra a Aids para jovens de 13 a 24 anos, em todas as classes sociais. O Ministério da Saúde lançou as peças publicitárias no fim da manhã desta terça-feira (27), em Brasília. No total serão dois filmes publicitários em TV aberta, banners, um site interativo, que tem até mesmo um blog (confira!), jingles de rádio e, ainda, um vídeo mais longo no Youtube. “A campanha vai ficar na TV até o dia 5 (de dezembro). Infelizmente temos muita dificuldade em estar presentes no espaço nobre de comunicação de massa e com a chegada da TV pública, espero que isso mude”, declarou o ministro da saúde, José Gomes Temporão. A estrela deste ano nas campanhas do órgão estatal é a cantora de rap, Negra Li. Para cada 6 meninos infectados, há 10 meninas com o HIV.
Produzidas pela agência Master, os filmes publicitários são voltados para as meninas jovens e para rapazes homossexuais. No primeiro, uma garota leva seu namorado para dormir em casa. A mãe diz ao rapaz “cuide bem da minha filha” e entrega um preservativo, enquanto a menina tira outro da bolsa e diz para a mãe “a senhora também”. A cantora Negra Li aparece em seguida: “Você não espera que todos os pais sejam assim né? O uso da camisinha é uma atitude sua”.
Já o segundo, para homossexuais, mostra um jovem saindo de casa e sua mãe avisa-o para não esquecer a camisinha, enquanto o pai diz que é melhor se prevenir “porque você não sabe se seu namorado vai ter ou não”. A cantora Negra Li aparece em seguida com a mesma mensagem citada acima. Ambos os filmes vão ser veiculados a partir de hoje.
Durante a cerimônia de apresentação, o ministro da saúde, José Gomes Temporão, informou que neste momento de Dia Mundial de Luta Contra a Aids serão distribuídos no País cerca de 8 milhões de preservativos. ”Apesar da sociedade ter avançado bastante no debate sobre sexualidade, ainda é uma questão complexa tratar o tema de desejo (sexual) em jovens, adultos e idosos, nas diferentes esferas da sociedade”, disse o ministro.
“Nós fizemos a campanha para jovens para ratificar os hábitos deles na fase adulta”, declarou o secretário de de vigilância em saúde, Gerson Pena. Segundo ele, para cada 6 meninos infectados, há 10 meninas infectadas. “Por isso, a campanha é principalmente para mulheres, pessoas com HIV e gays jovens, na faixa dos 15 aos 24 anos, de todas as idades”, acrescentou.
O adolescente Thiago Victor Barbosa (veja artigo), representante dos jovens vivendo com HIV/Aids da RNP+ Brasil disse que aceitou fazer parte do lançamento da campanha para “trazer a verdade sobre os jovens (que vivem com o vírus), o preconceito, então tento levar para todos espaços a realidade que tanto se fala”, disse. O jovem ativista cobrou também mais empenho para ajudar os jovens que vivem em Casas de Apoio, já que estas foram criadas com ações mais específicas para crianças.
O ministro José Gomes Temporão declarou que o Ministério vai se empenhar para encontrar soluções para esta questão.
Pesquisa
O médico Jairo Bouer marcou presença no lançamento da campanha, apresentando um resumo de sua pesquisa com mais de 7 mil jovens na cidade de São Paulo.
De acordo com o estudo, que ouviu 7.500 jovens com idades entre 13 e 16 anos, 71,4% daqueles que consideram ter uma “péssima” relação em casa não usaram camisinha no momento de perder a virgindade. Por outro lado, 75% dos jovens que participaram do estudo garantiram ter usado o insumo em sua primeira relação sexual.
A pesquisa, que entrevistou jovens que moram na região metropolitana de São Paulo, ainda indica que, entre os adolescentes que nunca falaram sobre sexo em casa, 29,4% não usaram na camisinha na primeira relação sexual.
Entre os jovens que se consideram “tímidos”, 47,3% não fizeram uso do preservativo na sua primeira vez. Entre os adolescentes que se consideram “ansiosos”, esse número aumenta para 51,6%. Ao longo do namoro, informa a mesma pesquisa, 28% dos jovens abandonam o preservativo.
O estudo também indica que o uso de drogas lícitas aumenta o vulnerabilidade dos adolescentes. Dos jovens que “sempre” bebem, 36,2% não usaram camisinha na primeira relação sexual. Entre os adolescentes que “sempre” fumam, esse índice sobe para 53,1%.
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