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29/11/2007
SOLIDARIEDADE Ong precisa de alimentos e brinquedos
O fim de ano dos pacientes atendidos pelo Paravidda (Grupo Para Valorização, Integração e Dignificação dos Doentes de Aids) depende da solidariedade de outras pessoas. A Organização Não-Governamental atende 1.447 pessoas em Belém e sobrevive de doações para oferecer albergue, creche, aconselhamento, alimentação diária e cestas básicas mensais aos soropositivos associados.
Até o dia 19 de dezembro, data em que a diretoria do Paravidda pretende reunir seus usuários cadastrados para uma confraternização de Natal, a meta do Grupo é arrecadar cerca de 500 quilos de alimentos não perecíveis e 1.500 brinquedos, para serem doados em cestas básicas e presentes para os filhos das pessoas atendidas pela instituição, a maioria em situação de miséria.
" Nosso grande desafio é manter o Paravidda diante da demanda crescente de usuários. Só na sede do Grupo, são 70 refeições diárias, que incluem os pacientes abrigados no albergue, as crianças atendidas pela creche e outros soropositivos que muitas vezes procuram a casa apenas para almoçar", afirma Jair Santos, vice-presidente do Paravidda. "A maioria de nossos usuários tem baixa escolaridade, vem do interior do Estado e vive em situação de miséria. Se a vida de um soropositivo já tem suas dificuldades, imagine o quanto isso aumenta em casos de miséria", acrescenta Jair.
Na creche mantida pelo Paravidda, a rotina é a mesma de muitas creches espalhadas pela cidade, com a diferença de que das 50 crianças atendidas pelo Paravidda, cerca de 40% são soropositivas. "A maioria das mães é muito carente e depende dessa creche para trazer seus filhos. Aqui todos são tratados de igual para igual e não têm a menor noção de que estão doentes. Eles precisam de cuidados, de materiais didáticos e precisam estar bem alimentados e de carinho", afirma Deuza Martins, monitora da creche.
Grupo também faz trabalho de prevenção
Ela afirma que apesar das dificuldades com as necessidades básicas do Grupo (água, energia, gás, telefone, alimentos), o trabalho em prol da dignificação do doente de Aids no Pará é levado a sério pela instituição há 15 anos. "Nossa principal preocupação é com a prevenção", ressalta Jair.
Os resultados negativos da região Norte no Boletim Epidemiológico 2007 divulgado em novembro pelo Ministério da Saúde – a região apresentou o maior crescimento no número de casos e menor índice de sobrevivência de portadores de HIV/Aids entre os anos 2000 e 2005 – não significam pouco trabalho das instituições de apoio a soropositivos no Pará. Esse é o caso do Grupo Paravidda.
A ONG organiza visitas de estudantes à sede da instituição e promove palestras de conscientização sobre os riscos do HIV/Aids, além de fazer a distribuição de preservativos. Esse trabalho é motivado pelo crescente cadastro de novos usuários no Grupo. "Eu já vinha falando sobre esse crescimento dos casos de Aids no Pará há muito tempo, porque nós vemos essa demanda aumentar aqui. Nosso albergue está lotado desde o mês de julho e se tivéssemos mais vagas com certeza seriam preenchidas", diz Jair Santos.
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