, WASHINGTON. A Organização das Nações Unidas (ONU) reviu para baixo suas estimativas sobre quantas pessoas estão contaminadas pelo vírus da Aids no mundo, de 40 milhões para 33 milhões. Num relatório divulgado ontem, a ONU diz que a alteração das estimativas sobre o impacto do HIV na Índia responde por grande parte do decréscimo.
A entidade admitiu ter superestimado o número de pessoas contaminadas pelo vírus incurável e afirmou que melhores métodos de coleta de dados mostram que a doença está menos disseminada do que se temia. As estimativas revisadas para a Índia, combinadas com importantes revisões dos números de infecções em cinco países da África subsaariana (Angola, Quênia, Moçambique, Nigéria e Zimbábue), são responsáveis por 70% da redução da prevalência do HIV, em comparação com as estimativas de 2006.
Depois de calcular em 5,7 milhões o número de pessoas contaminadas pelo HIV na Índia, a ONU reduziu esse número para menos da metade, 2,5 milhões. Mas as cifras continuam a mostrar que a epidemia é enorme e que os esforços para enfrentar a Aids precisam ser intensificados, afirmaram autoridades da agência da ONU para o combate à doença, a UnAids.
"Sem sombra de dúvida, estamos começando a ver um retorno do investimento – o número de novos casos de Aids e a taxa de mortalidade estão regredindo. Mas, com mais de 6.800 novas contaminações todos os dias e com mais de 5.700 mortes diárias em virtude da Aids, precisamos ampliar nossos esforços a fim de reduzir significativamente o impacto da doença no mundo", afirmou o diretor executivo da UnAids, Peter Piot, em comunicado.
As novas cifras sugerem que cerca de 33,2 milhões de pessoas são portadores do vírus da imunodeficiência adquirida – 30,8 milhões de adultos e 2,5 milhões de crianças. A UnAids estimou que 1,7 milhão de pessoas da África subsaariana adquiriram o HIV neste ano, uma redução significativa em relação a 2001. Mas a África continua a ser, de longe, o continente mais duramente atingido pela doença, com 22,5 milhões de portadores do HIV, ou 68% do total do mundo.
"Oito países dessa região respondem hoje por quase dois terços de todos os novos casos mundiais de contaminação e de morte relativos à Aids. Na Ásia, o número estimado de pessoas que vivem com o HIV mais do que dobrou no Vietnã entre 2000 e 2005, ao passo que a Indonésia apresenta a epidemia com maior velocidade de expansão", disse a agência da ONU. O relatório oferece dois motivos para a revisão das cifras – o acesso a informações mais precisas e uma queda verdadeira no número de novos casos.
Em termos relativos, o Caribe é a segunda região do mundo mais afetada pela doença, já que 1% dos adultos são portadores do vírus.
Durante anos, muitos epidemiologistas criticaram o método usado pelas autoridades de saúde. Os números incluíam contágio fundamentalmente em grupos de risco como prostitutas e consumidores de drogas injetáveis, o que explicaria os cálculos superestimados. De fato, o relatório de 2007 do UnAids reflete a adoção de hábitos mais seguros apenas em alguns países.
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