O desafio mundial de controlar a Aids

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Gazeta Mercantil

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30/NOVEMBRO/07

 

30 de Novembro de 2007 – Há exatos 20 anos o cenário da epidemia global de Aids mudou radicalmente, com a aprovação do primeiro medicamento eficaz para o combate da doença: o AZT (zidovudina), desenvolvido pelo laboratório Burroughs Wellcome (atualmente GlaxoSmithKline).
Até então nenhum tratamento tinha sido capaz de deter o avanço da enfermidade, cujos primeiros casos registrados datavam de 1981 – o vírus HIV foi identificado em 1983 pela equipe do cientista Luc Montagnier, do Instituto Pasteur, de Paris e, tempos depois, pela equipe liderada por Roberto Gallo, do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos.

Em 1996/1997, mais de 6.600 pessoas a cada 100 mil morriam de Aids, num ciclo sumário que durava seis meses após o diagnóstico. Apenas seis anos depois, em 2003, o número de mortes tinha sido reduzido em dois terços e a expectativa de vida era indeterminada, graças ao coquetel de medicamentos desenvolvidos ainda na década de 1990, como os inibidores de transcriptase reversa nucleosídeo e os inibidores de transcriptase reversa não-nucleosídeo.

A redução no número de mortes dos portadores do vírus HIV foi confirmada há dias pelo relatório sobre a situação da Aids no mundo divulgado pelo UnAids, o programa de combate à Aids da Organização das Nações Unidas (ONU). O efeito positivo dos medicamentos anti-retrovirais e dos programas de esclarecimento e prevenção são os principais fatores apontados para a melhoria do quadro.

No Brasil, as mortes por Aids caíram de 15.017, em 1996, para 9.561, em 2006, segundo dados preliminares do Boletim Epidemiológico do Programa Nacional de DST e Aids, que também destaca o aumento da sobrevida dos soropositivos brasileiros inscritos no programa público de distribuição de medicamentos anti-retrovirais.

Além dos benefícios diretos aos pacientes, os medicamentos antiAids desenvolvidos pela indústria farmacêutica deram num ganho social relevante ao País. Entre 1996 e 2002, os medicamentos evitaram 358 mil internações hospitalares e 90 mil mortes.

Nos países mais pobres, especialmente na África, a indústria farmacêutica desenvolve programas sociais de apoio aos portadores do HIV desde o início dos anos 1990. No fim de 2005, 1,3 milhão de infectados com o vírus da Aids nesses países recebiam gratuitamente medicamentos anti-retrovirais.

Infelizmente, a Aids ainda é uma doença incurável e novos medicamentos estão sendo testados por grandes laboratórios para se juntar aos 17 usados atualmente no coquetel antiAids.

Em agosto, a FDA aprovou o medicamento maraviroc e uma segunda substância inovadora, o raltegravir, está em fase de análise pela agência sanitária norte-americana.

O desafio é enorme e permanente.

Afinal, são 33,2 milhões de portadores da Aids em todo o mundo, dos quais 620 mil vivem no Brasil e cerca de 190 mil estão em tratamento.

As ações de prevenção precisam ser estendidas e fortalecidas até que a epidemia de Aids seja efetivamente controlada.

Mas os avanços dos últimos 20 anos, que resultaram na estabilização da epidemia e de seus efeitos, com a perspectiva de uma vida longa e de qualidade para os soropositivos, mostram os resultados animadores das ações e programas desenvolvidos por profissionais e organismos de saúde no Brasil e no mundo.

Esforços dos quais a indústria farmacêutica participa ativamente.

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Claudio Souza DJ, Bloqueiro e Escritor
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