O HIV também faz com que as células do sistema de defesa do organismo não consigam corrigir células
Aids é a sigla em inglês para a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida. A doença é causada pelo vírus HIV (vírus da imunodeficiência humana, na sigla em inglês). O vírus mata ou danifica as células...

Pesquisas em busca de uma vacina para a Aids
Laboratórios não param de pesquisar tratamentos para Aids A maior parte das pessoas não apresenta nenhum sintoma a curto prazo quando é infectada pelo HIV. Algumas, no entanto, apresentam sintomas semelhantes aos da gripe entre um e dois meses depois da infecção: febre, dor de cabeça, fadiga, nódulos na garganta e no pescoço. Esses sintomas geralmente desaparecem dentro de um mês, sendo constantemente confundidos com outra infecção viral. Mas, durante esse período, os soropositivos possuem uma capacidade imensa de infectar os demais, com uma presença massiva do vírus nos fluidos genitais. Os sintomas mais severos podem não aparecer pelos próximos dez anos, no caso dos adultos, e dois, no caso das crianças. O período assintomático varia muito de pessoa para pessoa. Mesmo durante o período assintomático, o vírus está se multiplicando, infectando e matando as células do sistema imunológico. O efeito mais óbvio da infecção pelo HIV é um declínio do número de células T (também conhecidas como CD 4+T ou apenas CD4), que são as células que ativam o sistema imunológico (de defesa) do organismo. De acordo com o CDC, pessoas com menos de 200 células T em cada milímetro de sangue têm Aids. Uma pessoa normal possui mil ou mais células, numa mesma quantidade de sangue. Além disso, há outros 26 sintomas que fecham um quadro clínico de um portador de HIV. Eles incluem tosse e falta de fôlego, febre, dificuldade de engolir, confusão mental e esquecimento, diarreia persistente, febre, convulsões e perda de memória, perda de visão, náusea, dor abdominal e vômito, perda de peso, dor de cabeça severa e coma. Algumas vítimas também desenvolvem herpes na boca, no ânus e nos aparelhos genitais e dores nos nervos. Crianças apresentam retardamento no crescimento e ficam doentes com extrema freqüência. Até que ponto o sexo oral transmite a Aids? Há um debate considerável sobre até que ponto o sexo oral transmite a Aids. Há algum risco associado à transmissão do HIV por este meio, sem o uso da camisinha. Mesmo assim, as chances são menores do que as do sexo anal e vaginal. Mulheres e homens que recebem sexo oral possuem poucos riscos de contrair a Aids. Uma forma de reduzir o risco, afirmam os médicos, é não ingerir os fluidos sexuais do parceiro. Quais são os tratamentos disponíveis contra o HIV? Há um número cada vez maior de medicamentos para tratar o HIV, que contribuíram para uma cronificação da doença, aumentando consideravelmente a expectativa e a qualidade de vida do soro positivo. O primeiro grupo de drogas são os inibidores da enzima transcriptase reversa, que impede, em um estágio inicial, que o vírus faça cópias de si mesmo impedindo que o HIV se espalhe pelo organismo e também o início de infecções oportunistas. (Exemplos: AZT, estavudina, lamivudina, abacavir, tenofovir). Há nesse grupo ainda os inibidores da transcriptase reversa não-nucleosídeos como a nevirapina, o viramune e o efravirenz. Outra classe de drogas são os inibidores da protease, que interrompem a replicação do vírus em um estágio mais avançado. (Exemplo: ritonavir, indinavir, nelfinavir, lopinavir). Como o HIV se torna resistente com certa facilidade, os médicos podem combinar várias dessas drogas. Este ano, surgiu nos Estados Unidos o primeiro inibidor de fusão, que combate o vírus como uma estratégia diferente. Em vez de agir sobre a célula infectada como os outros remédios, a substância ativa do enfuvirtide modifica características do vírus de modo que impede sua entrada nas células. Outra classe promissora são os inibidores da integrase, uma outra enzima produzida pelo HIV que faz ele se multiplicar. A terapia antiretroviral é tida como a única forma eficaz de impedir as mortes com Aids. Em muitos casos, pacientes submetidos à terapia chegam a ficar com carga viral em níveis indetectáveis no sangue, reduzindo os riscos de transmissão da doença. Pesquisas, no entanto, mostram que o HIV se esconde nos nódulos linfáticos, no cérebro, nos testículos e na retina do olho, mesmo em pacientes que estão sob tratamento. Apesar dos benefícios da terapia antiretroviral, um grande número de soropositivos apresenta efeitos colaterais graves com a terapia como náuseas, vómitos, problemas intestinais, dores nos nervos e inflamação no pâncreas. Por isso, o tratamento precisa ser acompanhado de perto pelo médico, que pode trocar medicamentos e tratar esses sintomas, melhorando a qualidade de vida do paciente. Quantas pessoas são vítimas da Aids no mundo? Segundo os últimos dados do Unaids (órgão da ONU de combate à Aids), 42 milhões de pessoas vivem com HIV hoje no mundo, 29,4 milhões delas na África subsaariana; 2 milhões na América Latina e no Caribe e mais de 6 milhões no sul e sudeste da Ásia. No Brasil, 610 mil pessoas vivem hoje com HIV e Aids.
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