A tarde desta última quinta-feira (8) foi marcada por muitas discussões sobre a atenção básica a saúde integral do homem. Segundo especialistas, os homens não têm visibilidade na atenção básica a saúde. “Eles têm medo de descobrir que estão doentes e acabam procurando o serviço de saúde apenas quando o problema é mais grave”, disse o professor Fernando Seffner, graduado em História e docente da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. O evento foi realizado pela Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, por meio do Programa Municipal de DST/AIDS (PM), no Hotel Eldorado Boulevard, na capital paulista. Para Seffner, a melhor de forma de fazer com que os homens realizem os exames de prevenção é promover ações nos lugares que eles estão, como os campos de futebol. Segundo ele, é preciso que o homem se cuide melhor. “Geralmente, eles morrem sete anos antes do que as mulheres”. A coordenadora do PM, Maria Cristina Abbate, afirmou que os homens heterossexuais frequentam a rede básica de saúde, mas não tem visibilidade. “É preciso capacitar os profissionais de saúde para atender, por exemplo, aqueles que ficam na sala de espera, enquanto suas mulheres realizam consultas do pré-natal”. O Programa Municipal tem um programa direcionado para a população masculina, “Projeto Homens”. O objetivo é criar ações de promoção, saúde e prevenção às Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTS). Além disso, a proposta também é criar materiais explicativos, com linguagem acessível ao homem heterossexual. Segundo Abbate, na cidade de São Paulo, o programa, pensando em atingir esse público, já realizou ações de prevenção nos principais estádios de futebol. “Em parceria com a Federação Paulista de Futebol, agentes de prevenção distribuíram PRESERVATIVOS durante a entrada de torcedores em grandes jogos, como Corinthians X São Paulo”, explicou. Abbate também informou que o órgão tem o objetivo de contratar agentes de prevenção heterossexuais masculinos. Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem Representando o Ministério da Saúde, Shirlei Bastos, da Área Técnica de Saúde do Homem, mostrou o plano piloto do governo sobre a política de atenção a saúde do homem. “O Brasil é o segundo país do mundo que tem uma política dirigida para homens (o primeiro é o Canadá)”, afirmou Bastos . Segundo ela, a primeira ação aconteceu durante o lançamento da campanha do Ministério da Saúde em 28 de Agosto, na Festa do Peão de Barretos, em São Paulo. Durante a festa, que durou 10 dias, foram realizadas 100 palestras sobre a importância da prevenção e do uso de PRESERVATIVO. Além disso, o Ministério da Saúde fez uma parceria com o exército brasileiro durante o desfile de sete de setembro e divulgou a campanha para os militares. “A intensão é também buscar outros parceiros como o SESI (Serviço Social da Indústria)”, acrescentou. Segundo Sirlei Bastos, o projeto é pioneiro, mas está em todos os estados brasileiros, além disso, um dos objetivos é promover anualmente a semana de saúde do homem. Na mesa da abertura estiveram presentes o diretor adjunto do Departamento de DST/AIDS e Hepatites Virais, Eduardo Barbosa, que parabenizou o encontro e o Programa Municipal pela iniciativa de um trabalho direcionado para homens. “O programa tem muitas ações de prevenção direcionadas a públicos especificos, como cadeirantes e terceira idade”, acrescentou. Roberto Ciccizzo representou a Federação Paulista de futebol. “Estamos aqui com objetivo de reafirmar a parceira de ações de prevenção nos estádios. Não começo, tínhamos medo que não fosse um bom resultado, mas o público no geral aderiu à ação.”, explicou O evento desta última quinta reuniu cerca de 70 pessoas, e segundo Breno Aguiar, do Programa Municipal, o proxímo passo é lutar para a ampliação do acesso do homem ao serviço de saúde
AGÊNCIA DE NOTÍCIAS DA AIDS |
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GERAIS |
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10/OUTUBRO/09 |
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