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O risco de doença cardíaca aumentou nos doentes seropositivos franceses

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Michael Carter
As pessoas seropositivas para o VIH em França têm um risco aumentado de doença cardíaca, de acordo com a pesquisa publicada na edição online da AIDS. Quando comparados com a população francesa, com a mesma idade, o risco aumentou em 50% para os homens seropositivos para o VIH e 170% para as mulheres seropositivas.

Vários estudos demonstraram que os doentes com VIH têm um risco aumentado de enfarte agudo do miocárdio. A França tem uma menor incidência do que muitos países anglófonos e do norte da Europa.

Assim sendo, os investigadores reuniram informações sobre a incidência de eventos cardíacos entre doentes seropositivos para o VIH em França, entre 2000 e 2006. Compararam então com a incidência de enfarte agudo do miocárdio entre os homens e mulheres na população em geral, com idades entre 35 e 64 em três regiões francesas. Os investigadores calcularam se os homens e mulheres seropositivas tinham um risco aumentado de enfarte agudo do miocárdio.

Um total de 74.958 indivíduos seropositivos para o VIH, cujos detalhes foram registados na base de dados sobre VIH dos hospitais franceses foi incluído no estudo. Esses doentes constituíram um total de 298.000 pessoas/ano de seguimento.

Houve um total de 360 enfartes agudos do miocárdio, gerando uma incidência de 1,24 por 1000 pessoas/ano.

Quando os investigadores restringiram a sua análise a indivíduos seropositivos com idade entre 35 e 64, a incidência aumentou para 1,42 por 1000 pessoas/ano.

A incidência de enfarte agudo de miocárdio nos homens seropositivos com idade entre 50 e 54 anos foi de 3,4 por 1000 pessoas/ano em comparação com uma incidência de 1,9 por 1000 pessoas/ano na população francesa do sexo masculino, em geral. A incidência era muito maior nas mulheres seropositivas para o VIH na casa dos 40 anos do que nas mulheres seronegativas da mesma idade (1,6 por 1000 pessoas/ano vs. 0,1 por 1000 pessoas/ano).

Em comparação com a população francesa em geral com idades entre 35 e 64 anos, os indivíduos seropositivos destas idades tinham mais 50% de probabilidade de sofrer um enfarte agudo do miocárdio. No entanto, o risco variava conforme o sexo, sendo maior para as mulheres seropositivas para o VIH (rácio de morbilidade padronizado [SMR] = 2,7; 95% IC, 1,8-3,9) do que para os homens seropositivos (SMR = 1,4 IC 95%, de 1,3 1,6).

“O maior risco relativo de enfarte do miocárdio [ataque cardíaco] encontrado em homens mais jovens e mulheres no nosso estudo levanta a possibilidade de um efeito de envelhecimento precoce do VIH no sistema cardiovascular”, comentaram os investigadores.

Concluem, “em França, um país com uma baixa incidência de enfarte do miocárdio, na população em geral, o risco de enfarte do miocárdio é maior em doentes infectados pelo VIH, e este aumento provavelmente não é explicado apenas à luz dos factores clássicos de risco cardiovascular.”

Referência

Lang S et al. Increased risk of myocardial infarction in HIV-infected patients in France, relative to the general population. AIDS, online edition, DOI: 10. 1097/QAD.0b013e328339192f, 2010.

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