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Obstetra indica pré-natal para os homens

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O pré-natal consiste em um acompanhamento médico dado à gestante para verificar e diagnosticar doenças ou alterações que possam comprometer a saúde da mãe e da criança. Até então era destinado apenas à futura mamãe e o bebê, mas no 53º Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia, realizado em Belo Horizonte, a série de exames pode se estender também ao pai. A princípio, essa ideia parece estranha e o leitor se perguntaria: o que o homem tem a ver com a segurança da gestação? Segundo o ginecologista e obstetra Alexandre Sivieri, a resposta é: tudo.

O especialista explica que a medida é novidade na área, mas para ele é a tendência do momento. Sivieri explica que o pré-natal estendido ao pai é mais do que necessário, é fundamental para a segurança da família. “Durante o pré-natal da mulher, faríamos também o pré-natal do parceiro, que consiste na detecção precoce de problemas, tais como hipertensão, diabetes, dislipidemias e doenças sexualmente transmissíveis, que não foram diagnosticadas na mulher, mas que podem estar acometidas no parceiro”, destaca.

 

 

Para o obstetra, esta é a forma mais importante de se evitar a transmissão vertical, ou seja, transmissão da mãe para o feto, de doenças como, por exemplo, a hepatite B. “Este problema pode levar a um câncer de fígado futuramente, tanto para o pai quanto para a mãe e até o feto. E outras tantas doenças, como sífilis, HIV, hepatite C etc”.

Na consulta inicial, que deve ser feita assim que é confirmada a gestação, são solicitados exames para pesquisa de doenças pré-existentes na mulher. Entre as principais estão diabetes, anemias, hepatite e Aids, que, juntamente com o exame de ultrassonografia, vão confirmar o estado de saúde, a idade da gestação e a presença de má-formações. “No caso do pai, a consulta inicial é feita pelo próprio obstetra quando ele for acompanhar a esposa com seu bebê na primeira consulta. O obstetra faz a triagem e, se for detectado algum problema, como hipertensão, diabetes etc, o pai é encaminhado a um especialista, para que receba o tratamento necessário”, afirma Sivieri.

 

Mas, como toda novidade, esta ainda é uma realidade sem muitos exemplos práticos. Sivieri diz que já colocou a medida em prática com seus pacientes, porém ainda não obteve retorno significativo. “A novidade está no processo de convencimento, mas acredito que a medida vai virar moda e vai pegar. É trabalhoso, mas a vantagem é que a família fica bem assistida por completo”, destaca o especialista.

Sivieri ressalta que, desta maneira, está-se promovendo a saúde, e não apenas tratando doenças. “Penso que é um avanço. O importante não é só o nascimento de uma criança saudável, mas também que toda a família esteja em boas condições de saúde”, encerra.

 

 

 

 

JM ONLINE

Editoria:

Pág.

Dia / Mês/Ano:

SAÚDE

 

15/DEZEMBRO/09


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