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O Estado de S. Paulo |
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15/FEVEREIRO/08 |
Lígia Formenti, Brasília
O Brasil pretende manter as críticas aos programas de prevenção de Aids baseados em fidelidade e abstinência durante a próxima reunião da Assembléia-Geral das Nações Unidas em HIV/Aids, programada para junho, em Nova York.
A coordenadora do programa nacional de DST–Aids, Mariangela Simão, afirmou que o Brasil está trabalhando, ao lado de um grupo de países da América Latina, na construção de uma declaração conjunta nessa linha. “As posições são apresentadas em bloco, e o Brasil quer manter as críticas às estratégias que não são baseadas em dados científicos”, disse.
Durante a apresentação do relatório brasileiro enviado à assembléia-geral, Mariangela afirmou que o número de países que baseiam a abstinência como forma de prevenção à Aids vem aumentando nos últimos anos. Para ela, isso é fruto da vinculação de financiamentos a trabalhos de prevenção que adotam essa linha. Tal estratégia é adotada, por exemplo, pelos Estados Unidos.
Para Mariangela, porém, a vinculação não deveria existir. O representante do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV e Aids no Brasil, Pedro Chequer, também critica a recomendação. “É uma perversão da ciência com objetivos morais”, disse.
No relatório brasileiro é mencionada a economia que o País obteve com a licença compulsória do anti-retroviral Efavirenz. O estudo mostra que, apesar do ingresso de pacientes no programa e a inclusão de uma nova droga no coquetel, houve entre 2006 e 2007 uma economia de 26%.
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