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Pais têm papel decisivo

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A aposentada Helba Pires Pereira tem dois filhos, Eduardo, de 18 anos, e Aline, 20. Até o caçula entrar na faculdade, em 2005, ela não dormia enquanto os dois não chegassem das festas. A mãe queria se certificar de que nenhum deles estava abusando na cerveja.

Os estudantes lembram que, caso chegassem "muito alegrinhos", como dizem, Helba chamava a atenção no dia seguinte. Proibir de sair ou beber nunca foi a sua estratégia.

Helba conta que nunca deixou de buscar e levar informações para casa.

Já tive a idade deles e sabia que alguma hora teria que conversar sobre o assunto. Porque sair e beber fazem parte da juventude, mas é preciso ter orientação para desenvolver consciência e responsabilidade.

Para sair nos fins de semana, Eduardo e Aline dependem, para levar e buscar, dos seus pais ou dos de amigos, de táxi ou de caronas, desde que de pessoas conhecidas.

Os dois garantem ter pouco para esconder por considerarem a relação com os pais "bem aberta".

Tenho amigas que convidam para tomar cerveja quando os pais não estão e, no final, jogam o lixo em frente à casa do vizinho para evitar que os pais saibam que bebem   recrimina Aline.

O comportamento de Helba não é comum, mas não espanta quem sabe que, juntamente com o usuário, os pais são sempre as maiores vítimas do consumo exagerado de álcool.

No caso do jovem de 18 anos que não usou camisinha porque estava embriagado, o problema maior foi a preocupação de que, além da doença curável, tivesse adquirido outras.

"Dias que eu e meu pai queremos apagar da memória porque não dormimos e mal comemos" foi a definição do jovem para o período que passaram com medo da eminência de um caso de AIDS na família.

Na casa de José (nome fictício), 23 anos, que tenta se livrar do vício da cocaína, o álcool e as drogas quase separaram os seus pais. A mãe teve que enfrentar uma depressão em função do drama que viviam.

Só quem passa por isso sabe como é.

Você joga tudo fora e quase acaba com a saúde e alegria das pessoas que mais ama.

                                        Fique alerta quando os filhos
                                     Aumentam a freqüência das saídas
                             Depois de saírem, dormem mais durante o dia
                                       Limitam as atividades cotidianas
                                    Saem sempre com a mesma turma
                               Freqüentam sempre os mesmos ambientes
                                  Ainda estão alcoolizados no dia seguinte
                      Não se alimentam como costumam um dia depois de sair
                                          Antes que eles comecem
1   Nunca se esqueça de que, apesar de lícito, o álcool vicia e provoca danos como as outras drogas, então é preciso alertar os filhos sobre os males que ele pode causar.
2   Dialogue, mostre as possíveis conseqüências do consumo exagerado, sem proibições.
3   Admita o lado prazeroso da bebida, principalmente quando os pais bebem, para que o diálogo instrutivo ganhe credibilidade.
4   Sabendo que a adolescência é uma fase marcada por transformações físicas e psicológicas, os pais devem eliminar problemas dessa fase para impedir que os filhos tentem amenizá los com bebida.
Fonte: Raquel de Barros, mestre em psicologia pela UFSC

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