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Jornal do Commercio – RJ |
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Minas Gerais |
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26/NOVEMBRO/07 |
Gustavo Werneck
Do estado de minas
Belo Horizonte registra um caso de Aids por dia, com até 450 por ano. A média vem se mantendo nos últimos três anos, mas ainda preocupa autoridade e especialistas em doenças sexualmente transmissíveis (DST). "O número é alto, mas bem diferente da realidade de 1983", informou a coordenadora de DST/Aids da secretaria municipal de Saúde (SMS), Carmem Mazzilli, que na manhã de ontem participou, ao lado de aproximadamente 1 mil pessoas, da IV Caminhada BH de Mãos Dadas contra a Aids, realizada na Lagoa da Pampulha. De acordo com os dados da secretaria, foram registrados na capital, no ano passado, 452 casos da doença, contra 437 em 2005 e 580 em 2004.
"Desta vez, estamos enfocando especialmente os jovens na faixa etária de 13 a 14 anos, com programas na área de educação e atuação nas escolas", disse Carmem, que destacou também a feminização da epidemia: "As mulheres adoecem, porque os homens também estão doentes. Hoje, há um caso masculino para um feminino, enquanto em 1983, havia 17 homens infectados para cada mulher. Estamos atentos às meninas, que são mais vulneráveis nessa questão, tanto pela situação social como pela própria anatomia. Atualmente, a proporção em BH é de duas meninas infectadas para um menino", afirmou.
Juntando esporte, saúde e consciência social, a caminhada pela prevenção e sensibilização, promovida pela Prefeitura de Belo Horizonte, começou às 10h, depois de uma animada concentração na Praça Alberto Simão, onde fica a escultura de Iemanjá.
Para deixar todo mundo em forma, de corpo e espírito, os organizadores convidaram profissionais de uma academia para promover sessões de alongamento. A animação do evento foi entregue à Companhia Malarrumada. Depois, todos enfrentaram, com disposição, o percurso pela Otacílio Negrão de Lima, com retorno ao ponto inicial. Houve distribuição de kits, com camisinhas e folhetos explicativos.
Quatro gerações da família Theodoro, moradores do Bairro Santa Amélia, na Região da Pampulha, fizeram questão de dar o seu apoio. Tendo à frente a vovó Zélia Sena, de 74 anos, todos vestiram a camisa branca, com o laço vermelho, símbolo mundial da campanha.
"É muito bom estar aqui e ajudar a sensibilizar a comunidade e os mais novos", disse a aposentada. As duas filhas Anete Fátima, de 40, e Ângela de Pádua, de 46, concordaram com as palavras, assim como a filha de Ângela, Verônica Nilma, de 23, que levou no colo o filho Davi, de 1 ano. "É importante toda essa colaboração social", afirmou. Ângela contou que perdeu um amigo soropositivo e acompanhou todo seu drama.
participação. A caminhada teve a presença de pessoas da comunidade, mas também de organizações não-governamentais, empresas e movimentos sociais. Com duas bandeiras nas cores do arco-íris, integrantes do grupo Cellos (Centro de Luta pela livre Orientação Sexual) acompanharam todo o trajeto.
"Homofobia é crime", disse o diretor Fábio de Carvalho, que mostrou a frase em uma das bandeiras.
A caminhada abre as promoções do Dia Mundial de Luta contra a Aids, que será em 1º de dezembro e terá um grande show com a cantora Sandra de Sá na Casa do Conde. Esta semana, na quarta e quinta-feiras, será realizado um fórum de debates em Belo Horizonte.
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