Pastoral da Aids contraria dogma religioso e defende uso de camisinha, informa o jornal ‘Aqui Sudoeste’
17/06/2009 – 14h35
Sendo considerado um dos maiores dogmas religiosos, o uso da camisinha já vem vencendo barreiras até mesmo entre os católicos. Padres, freiras e freis integrantes de entidades como a Pastoral da Aids distribuem preservativos para a população vulnerável, além de realizar exames e palestras, algo que até pouco tempo poderia ser tachado de sensacionalista. De acordo como frei Pedro Brondani, a igreja apóia as ações do governo no enfrentamento às doenças sexualmente transmissíveis, fato que encontra-se no documento 87/144 da CNBB de maio de 2008.
“A prevenção é apoiada pela igreja, tendo em vista que esse é um compromisso para com a saúde das pessoas. Contibuimos até mais estado, pois a igreja atua aonde o governo não entra”, conta o frei, que é de Curitiba, mas percorre todo o estado na batalha para erradicar a Aids.
O tema, que ainda é um tabu para muitos católicos, é defendido pela Pastoral da Aids através de palestras em escolas e grupos de idosos com uma linguagem direta e de fácil compreensão. Além disso, exames para detectar o vírus e distribuição de preservativos marcam a sua atuação em vários estados do Brasil, principalmente no Paraná.
A epidemia da aids é uma realidade desde 1980. Muitas pessoas, organizações e setores da sociedade empenham suas energias há muitos anos no controle da doença. Esta realidade e a necessidade de envolver um número sempre maior de forças para lutar contra a doença aproximou também o Ministério da Saúde e a Igreja. “O objetivo da Pastoral da Aids é trazer informações sobre a doença, que já podemos chamar de pandemia, além de conscientizar a população para que proteja-se e realize o exame, pois ninguém está imune ao HIV”, explica o frei.
É com esta missão que a pastoral está percorrendo neste mês de junho todo o Sudoeste. A rota teve início em Palmas, passando por outros municípios como Clevelândia, Pato Branco e desde a última quinta-feira (12) está no Calçadão Central em Francisco Beltrão, local onde ficará até quarta-feira (17)para partir à Barracão e toda a região de fronteira.
O trabalho desenvolvido pela pastoral é de extrema relevância. Somente na passagem por Pato Branco foram 238 testes, sendo que lá, mais de dez mil pessoas foram atingidas pela pastoral.
“A doença não escolhe classe, cor, religião. O HIV está aí e nós podemos conviver com ele sem saber. Somos responsáveis pela escolha dos métodos de prevenção e devemos fazê-lo da melhor maneira”, orienta.
O logotipo que representa a pastoral une dinamicamente dois símbolos de solidariedade: a cruz e o laço. A cruz representa a solidariedade de Deus com a humanidade. Por ela, a vida vence a morte. O laço vermelho é símbolo internacional da luta contra a aids. Unidos, estes símbolos procuram expressar o compromisso da igreja com quem é portador do HIV e com aqueles que também trabalham na prevenção de novas infecções.
Leandro Czerniaski
Fonte: Aqui Sudoeste
AGÊNCIA AIDS |
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