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BRASIL ECONÔMICO | INOVAÇÃO E EMPREENDEDORISMO HPV
Doutoranda em biotecnologia, Mariana Diniz investiu prêmio ganho em concurso para novos empreendedores para abrir sua empresa e negociar a vacina que desenvolveu Amanda Vidigal Amorim avidigal@brasileconomico.com.br Depois de ganhar o prêmio Santander de Inovação e Empreendedorismo, a bióloga Mariana Diniz se prepara para repousar as pranchetas, concretizar sonhos e vender seu produto. Doutoranda em biotecnologia pela Universidade de São Paulo (USP), Mariana desenvolveu uma vacina para o tratamento do câncer de colo de útero, causado pelo papilomavírus humano, o HPV. Ao contrário da solução existente no mercado, a vacina criada pela pesquisadora é terapêutica, e não preventiva, ou seja, deve ser aplicada em pacientes contaminados e que precisam ser curados. Para comercializar e operar o desenvolvimento da vacina, Mariana criou a empresa Inovagene no ano passado. Isso só foi feito depois de ter ganho R$ 50 mil com o prêmio do concurso realizado pelo banco. “Investi na abertura da empresa e também em uma marca. Além disso, temos a patente nacional da vacina”, afirma Mariana. Jamil Hannouche, vice-presidente do Santander Universitário, setor responsável pelos concursos para empreendedores do banco, afirma que a próxima edição não vai premiar apenas com dinheiro, mas terá também um incentivo para a formação dos selecionados. Assim, a instituição espera formar mais empreendedores como Mariana. Isso vai ser feito com o apoio de três novos parceiros que vão ajudar a instituição a promover a cultura empreendedora entre os jovens. São eles: a Fundação Dom Cabral, a Babson College, reconhecida como melhor escola de empreendedorismo do mundo, e a Endeavor, organização não governamental que apóia empresas privadas. Mariana se considera uma empreendedora com a empresa bem estruturada, apesar de iniciante. “Temos um parceiro que fará a produção em larga escala da vacina, permitindo preço mais baixo”. Segundo ela, a grande dificuldade na popularização da vacina disponível atualmente no mercado, que é preventiva do HPV, é o preço. “São necessárias três doses, e cada ao custo de R$ 400, o que limita a imunização em larga escala”, diz ao apontar um motivo para o sucesso da sua versão de vacina. O preço médio do medicamento desenvolvido pela bióloga ainda não foi definido, mas sua análise indica que será mais baixo do que o da atual vacina preventiva. “Nosso método foi obtido por DNA e é mais barato do que o que já existe e que é resultado de desenvolvimento por proteínas do vírus.” Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 80% das mulheres de até 30 anos já tiveram contato com o vírus HPV. Mas, a boa notícia é que 90% delas conseguem eliminar o vírus em até dois anos. O objetivo de Mariana é atender os 10% que contraem a doença e precisam de medicamento para se curar. Os testes da vacina entrarão no próximo mês na parte pré-clínica, em que o medicamento é testado em humanos. Segundo Mariana, os testes feitos em camundongos apresentaram 100% de eficácia. “As lesões ou o próprio tumor já sólido tiveram em todos os testes redução considerável ou total desaparecimento da lesão”. Para conseguir ter um custo acessível, Mariana fez parceria com a Farmacore, empresa de biotecnologia que possui a tecnologia de produção em larga escala da vacina. “Eles acreditaram no nosso projeto e serão nossos sócios para a produção do medicamento”, afirma. A bióloga espera até o próximo ano conseguir finalizar os testes em humanos e poder comercializar a vacina. Para isso, a empresa já começou a atender às variadas exigências da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). |
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