Daniela Ortega
do Agora
Cigarro e ANTICONCEPCIONAIS hormonais. Essa é a receita para o surgimento da hipertensão em mulheres. “Quem toma PÍLULA não pode fumar, é proibido. Essa combinação aumenta o risco cardiovascular em 20 vezes”, diz o cardiologista Carlos Alberto Machado, do Departamento de Hipertensão da Sociedade Brasileira de Cardiologia.
E não é só isso, quem tem histórico de hipertensão na família –a hereditariedade influi no surgimento da doença–, mesmo que não use cigarros, deve evitar esses CONTRACEPTIVOS hormonais, tanto os orais como as injeções. “Eles causam uma reação em cadeia que puxa a pressão para cima”, explica José Luiz Aziz, professor de cardiologia e chefe de clínica médica da FMABC (Faculdade de Medicina do ABC). Nesse caso, os médicos recomendam outros métodos ANTICONCEPCIONAIS, como o DIU (dispositivo intrauterino) ou a CAMISINHA.
Já aquelas que sofrem de pressão alta, devem ficar atentas aos remédios usados, afirma o cardiologista Reginaldo Cipullo, do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos. “Alguns medicamentos não são indicados para mulheres em idade fértil, pois podem causas problemas no feto em caso de gravidez”. Segundo Machado, a própria paciente deve ficar atenta. “Se ela não tiver feito laqueadura –ou o companheiro, vasectomia– precisa chamar a atenção do médico para isso.”
Outro cuidado a ser tomado é durante a gestação. Algumas mulheres podem desenvolver hipertensão durante esse período. As que já sofrem com a doença, podem ver subir ainda mais a pressão. E essas situações representam risco tanto para a mãe quanto para o bebê.
A pré-eclâmpsia é uma das complicações possíveis, que se caracteriza pelo desenvolvimento da hipertensão na gravidez, além de retenção de líquidos e presença de proteína na urina.
A professora Tomassini Xavier, 41 anos, passou por isso. Hipertensa desde os 14 anos, ela hoje toma dois remédios diariamente. “Quando esqueço algum, compro uma caixa nova onde estiver para tomar. Morro de medo, porque meu irmão teve início de infarto aos 35 anos.”
Ainda assim, ela diz que a doença restringiu muito o plano de ter vários filhos –apesar de ter dois, de 15 e 7 anos, ela fala que queria mais. “Na primeira gravidez, tive pré-eclâmpsia. Na segunda, síndrome de Hellp [uma complicação com risco de vida, que pode ser considerada variação da pré-eclâmpsia grave]. O parto teve de ser feito na 30ª semana, fiquei três dias na UTI. Não posso mais correr esse risco”, lamenta.
Menopausa
Os médicos dizem ainda que o risco de ter pressão alta aumenta após a menopausa, pois os hormônios femininos atuam como uma proteção. “A reposição hormonal, ao contrário do que se acreditava, não diminui o problema”, diz Cipullo.
AGORA – SP |
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SÃO PAULO |
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14/Setembro/09 |
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