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Polícia prende 200 por violência contra a mulher em PG

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Polícia prende 200 por violência contra a mulher em PG

Delegada Claudia Kruger relata que Delegacia da Mulher atende cerca de 100 casos por semana / FOTO: ARQUIVO AREDE
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Cenário de PG mostra que, em muitas situações, vítimas conheceram companheiros pela internet, e em pouco tempo já depositaram confiança

O assassinato da professora Andrea Camara de Luca, 41, ocorrido na noite de domingo retrasado, em seu apartamento, na Rua Luiz Guimarães, no bairro de Uvaranas, em Ponta Grossa, reacende a discussão sobre os cuidados que as mulheres devem ter ao começar uma relação com homens através das redes sociais. Um mês depois de ela iniciar o namoro com o impressor Sandro Luiz Ramos Araki, 41, a mulher foi morta com requintes de crueldade. O crime chocou a população, enlutou famílias e abriu as portas para o debate de um tema bastante pontual: como se defender de psicopatas e de outras linhagens de criminosos que utilizam a internet como principal ferramenta para atrair as suas vítimas.

Conforme dados levantados pela Delegacia da Mulher, e divulgados ao Jornal da Manhã, no período de janeiro a julho deste ano, foram registrados 1,5 mil boletins de ocorrências envolvendo algum tipo de violência contra a mulher. Destes, 70% consistem em ameaças, 20% em violência sem lesão e, 10% lesões corporais mais graves. Mais de 400 inquéritos policiais foram instaurados em 2014, tratando de casos de violência doméstica. O número representa 44,4%, das investigações formalizadas em 2013 sobre violência contra a mulher, um conjunto de atos bárbaros dignos de covardes que, no mínimo, apanharam muito da mãe e nem assim criaram vergonha.

De acordo com a delegada, Claudia Kruger, somente neste ano, a Polícia Civil prendeu 200 pessoas, em flagrante, por crimes de violência contra a mulher. “Somente aqui na delegacia da mulher, atendemos cerca de 100 casos por semana. Neste primeiro semestre, já realizamos 30 prisões por descumprimento de medida protetiva”, explica a delegada. O número de prisões representa pouco mais de um terço da população carcerária de Ponta Grossa, que é de aproximadamente 630 detentos.

A violência doméstica, nem sempre é desempenhada contra mulheres. Muitas vezes, familiares que não tem uma relação passional direta com o criminoso, são as vítimas. É o que aconteceu com uma criança de apenas 1 ano e 11 meses, que foi brutalmente agredida pelo seu enteado de 40 anos. O caso aconteceu no dia 9 de julho, e a mãe da criança estava unida com o agressor há quatro meses. Em depoimento, a mãe do bebê, contou que deixava a criança aos cuidados do homem enquanto ia para o trabalho.

De acordo com informações da Polícia Civil de Ponta Grossa, o agressor da criança, conheceu a sua amásia, através da internet. O Jornal da Manhã conversou com a psicóloga, Dione Henneberg, que explica, como a rede online é usada por criminosos, para se aproximarem de suas vítimas. De acordo com ela a internet é um grande facilitador para a criação de vínculos, que muitas vezes são falsos. Os criminosos se aproveitam desta situação para se aproximar. “Através da internet, a pessoa acaba tendo uma imagem falsa do seu pretendente. Uma ilusão. Quando realmente o conhece, acaba percebendo o erro, e já tarde demais”, pontua.

Carência facilita aproximação com desconhecidos

O sentimentalismo excessivo pode ser um problema na hora de começar uma relação. De acordo com a psicóloga, Dione Henneberg, as vítimas de crimes violentos geralmente se deixam levar pela carência. “É como um espaço vazio, que a pessoa tenta preencher com a presença de um companheiro, e por isso acaba admitindo situações destrutivas”, comenta.

Henneberg, explica que os agressores geralmente têm extremos de emoção, assim como para o lado emotivo, eles são extremamente agressivos, e conseguem esconder isso bem. “No início da relação são carinhosos, fazem todas as vontades, por via disso, a vítima permite a aproximação. Quando os agressores mostram o seu lado violento já é tarde demais”, finaliza a psicóloga.

Informações do Jornal da Manhã

Gabriel Sartini | Ponta Grossa |

Nota do Editor de Soropositivo.Org. Violência contra a mulher devia ter status de crime hediondo, para que as penas fossem, no mínimo, intimidatórias


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