Por que o casamento gay é tido como inimigo da família?

Mas será que o chamado “casamento gay”, agora oficialmente reconhecido, pode representar o fim da família? Ou trata-se de uma reinvenção dessa instituição?
De acordo com a psicóloga, cuja pesquisa de doutorado analisou o lugar que a família vem ocupando no projeto de vida das pessoas nas últimas décadas, a exacerbação do individualismo na vida social contemporânea fez com que a afetividade se afirmasse como elemento essencial para a definição de laços familiares. E foi essa ênfase na realização sentimental que possibilitou novas configurações da instituição.
Dom João Carlos Petrini, presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), vai na posição contrária. “Por que os ordenamentos jurídicos se preocupam em regulamentar o casamento? Certamente não é para validar a afeição de duas pessoas que se amam. Se assim fosse, regulamentariam as relações de amizade”, diz o bispo.
“Reivindicar a equiparação jurídica das uniões de homossexuais com a família, quando elas não dispõem das características que vão além do afeto, tem como consequência a descaracterização dessa estrutura, ferindo seu direito de permanecer assim como se constituiu ao longo dos milênios”, afirma.
Para o bispo, o que está sendo projetado é um processo de alteração do significado das palavras. “Matrimônio e casamento sempre indicaram um mesmo fato: a união exclusiva entre homem e mulher. Ao surgir na contemporaneidade a exigência de reconhecer novas formas de viver o afeto, é necessário encontrar novas palavras para tratar de forma adequada realidades diferentes”.

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