Possível cura do HIV parece estar à vista, embora distante.

 

Cientistas nos Estados Unidos, trabalhando em um remédio para AIDS disseram que eles encontraram pistas importantes sobre como HIV se “camufla” para impedir que o sistema imunológico o elimine por completo do organismo do soropositivo, após a supressão do mesmo na corrente sanguínea pelas drogas que compõem o coquetel.

Crianças soropositivas exibindo o laço de luta contra a AIDS

Crianças mostrando o laço vermelho, símbolo da luta contra a AIDS uma campanha de sensibilização à problemática do HIV/AIDS para marcar o dia mundial da AIDS em Kolkata 1 de dezembro de 2014. O mundo finalmente atingiu o começo do fim da AIDS pandêmica que tem infectado e assassinado milhões nos últimos 30 anos, de acordo com um grupo líder de campanha luta contra o HIV. Dados da ONU mostram que em 2013, 35 milhões de pessoas estavam vivendo com o HIV, 2,1 milhões de pessoas foram infectadas recentemente com o vírus e cerca de 1,5 milhões de pessoas morreram por complicações AIDS. Sem sombra de dúvidas tem sido a África e a África Subsaariana que mais tem sofrido com o HIV e a AIDS. Foto: REUTERS Rupak De Costa, Moraes.

O vírus adormecido, que sofre mutações e escapou à detecção pelo sistema imunológico, tem sido o grande enigma na busca pela cura da AIDS.

Agora, a boa notícia é que, graças a experimentos de laboratório com o sistema imunológico, estamos descobrindo uma maneira de rastrear o vírus e erradica-lo, entusiasma-se Robert Siliano.

 

A pesquisa, publicada na revista Nature, descrita como “kick-and-kill” (estratégia de chute-e-mata em tradução livre), foi o pivô da investigação na campanha ambiciosa desta guerra de 33 anos  contra a AIDS.

O HIV, causador da AIDS, esconde-se nas células CD4 T, conhecidas também como “células de memória”, um dos componentes do sistema imunológico, logo após a infecção ser revertida pelos antirretrovirais, foi a conclusão do estudo.

Observando que, assim que a terapia é interrompida, o vírus se recupera. O estudo disse que o foco da terapia capaz de expulsar o vírus com drogas poderosas e eliminá-lo, assim que o HIV foi “forçado” a sair de seus esconderijo e voltou a circular na corrente sanguínea.

Considerando que 40 milhões de vidas foram perdidas nas últimas três décadas, com 78 milhões pessoas infectadas pelo HIV (nota do Tradutor: Estes dados são do autor do texto), qualquer avanço é um grande salto na cura de doenças como a AIDS.

O estudo

Durante o estudo, a equipe analisou o sangue de 25 pessoas soropositivas, distribuídas de forma que 15 deles iniciaram a terapia antirretroviral assim que foram diagnosticados, e outros dez, em que a infecção se espalhou e tornou-se crônica.

Aqueles que tiveram a terapia iniciada rapidamente conseguiram deter a reprodução do vírus e não permitir suas mutações.

Por outro lado, aqueles que receberam os antirretrovirais mais tarde “permitiram” que o HIV sofresse inúmeras mutações, formando uma “comunidade” com várias cepas, gerando aquilo queElectrophysiological setup to record neurons in brain samples chamamos de “mutações de escape”, que eram indetectáveis para as “sentinelas imunológicas”.

Percebendo se que pouco tempo depois de se interromper a medicação antirretroviral o vírus “contra-atacava” e voltava a agir nos pacientes em questão, o estudo focou-se na terapia “Kick-and-kill” (chutar e matar em tradução livre) para “chutar” o vírus com drogas potentes e eliminá-lo assim que o vírus fosse “forçado a sair das células infectadas”.

Considerando que quarenta milhões devidas (estimativas) foram perdidas por causa do AIDS e tendo em conta um Universo estimado em cerca de trinta milhões de pessoas são soropositivas para o HIV ou vivem com AIDS (nota do tradutor: estes números são fruto de estimativas do autor do deste estudo) em que, qualquer passo adiante, por menor que pareça, representa um grande salto!

Solução à vista para Soropositivos

Golden key and puzzle pieces - 3d render illustrationO intuito da pesquisa é avançar para uma possível solução para o problema central que é eliminar o HIV em definitivo do corpo destas pessoas, disse o cientista-chefe. Nossos resultados sugerem-nos que se conseguirmos atrair o HIV para fora de seu esconderijo, teremos ganho metade da batalha, disse Robert Siliciano, professor de biologia molecular na Johns Hopkins School of Medicine, Maryland.

Encontramos “poças de vírus latentes” que carregam mutações que tornam o HIV virtualmente invisível para as células do sistema imunológico humano.

Mas temos a quase certeza de desarmá-lo, mesmo quando o vírus sai do esconderijo e evade-se da detecção do sistema imunológico, concluiu Siliano.

Em suas pesquisas, os cientistas expuseram células do sistema imunológico não infectadas, sem o vírus; alguns foram expostas ao HIV que e passou por uma mutação, enquanto outros foram expostos ao vírus conservado, ou, como dizem os cientistas, “selvagem”. Aqueles que não foram expostos ao o vírus conservado eliminaram 61 por cento das células infectadas. Mas o sistema imunológico daqueles com células infectadas pelo HIV mutante respondeu fracamente, eliminando apenas 23 por cento das células infectadas, um péssimo resultado.

“É como se o sistema imunitlógico tivesse perdido sua capacidade de detectar e destruir o vírus; entretanto, as células CD4 T Killer ainda são capazes de reconhecer uma parte diferente do vírus, uma parte que não sofre mutações na proteína do HIV, despertando uma resposta imunológica natural, informou Siliciano em um comunicado à imprensa.

Sharon Lewin, diretor do Instituto Infecção e Imunidade em Doherty, na Austrália, mostrou-se entusiasmado com as conclusões e implicações deste estudo.

O estudo ressaltou a necessidade de um impulso adicional ao sistema imunológico para limpar o organismo do vírus expulso dos reservatórios, observou o estudioso.

As pesquisas continuam na busca de soluções.

Traduzido por CSS do Original Cure For AIDS In Sight As Scientists Zero In On Methods To Neutralise Drug Evading HIV

el-guapoNota do editor de Soropositivo Web Site: Notem que o melhor resultado eliminou apenas um pouco mais de 60% de células infectadas pelo HIV não mutante e isso, definitivamente, não representa cura da AIDS; apenas uma esperança para o futuro. Ainda serão necessários anos de pesquisa até encontrar uma solução (ou soluções combinadas) que elimine o HIV completamente do hospedeiro infectado, e que a experiência aqui relatada foi uma feita com controle clínico laboratoriale não há perspectiva disso para este procedimento antes do final desta década ou ainda mais adiante, e a camisinha ainda é a melhor opção em se tratando de prevenção ao HIV.


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