Prevenção no ambiente escolar contribui para a redução dos casos de doenças sexualmente transmissíveis
Agência Alagoas
“Viver com Aids é possível, mas com preconceito, não”. A declaração foi da coordenadora estadual do Programa de DSTs e Aids, Fátima Rodrigues, durante a abertura do encontro dos grupos de gestores municipais do projeto Saúde e Prevenção nas Escolas (SPE), promovido pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) nesta quinta-feira (22), no Hotel Verde Mar, na Pajuçara.
A coordenadora explicou que o trabalho de prevenção dos educadores no ambiente escolar pode contribuir para reduzir os casos de doenças sexualmente transmissíveis, Aids, gravidez na adolescência e uso de drogas.
“Os professores têm papel de extrema importância na disseminação de informações sobre como evitar doenças, principalmente quanto ao vírus HIV, que não discrimina ninguém e pode atingir qualquer um que não se previne. Precisamos conhecer a infecção, vencer nossos preconceitos e acolher mais as pessoas que vivem com a doença”, destacou Fátima Rodrigues, acrescentando que até julho deste ano, Alagoas registra 2.745 casos de Aids.
A enfermeira do Programa Saúde da Família (PSF) Julilda Medeiros, que atua há dez anos no bairro de Taperaguá, no município de Marechal Deodoro, constata diariamente que a prevenção junto à comunidade traz resultados positivos a médio e longo prazos.
“Em 1999, o número de grávidas com idade inferior a 20 anos chegava a 60% do PSF de Taperaguá; hoje já conseguimos reduzir para 22%”, diz Medeiros. Para a enfermeira, a diminuição é em decorrência das ações preventivas junto aos adolescentes.
“O projeto Saúde e Prevenção nas Escolas, do qual participo há três anos, permite um diálogo que se mostra mais próximos aos jovens, que se mostram receptivos às oficinas que realizamos nas escolas”, salienta Julilda Medeiros.
O estudante Carlos Alberto Nazario, 17 anos, do município de Porto Calvo, participa do grupo gestor do SPE e conta que a realização de peças teatrais é uma ferramenta de trabalho bem aceita pelos alunos. “No ano passado, nos reuníamos três vezes por semana para discutir os temas a serem abordados nas palestras e nas encenações de teatro”, confessou.
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23/OUTUBRO/09 |
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