Desde a publicação: 163 · Neste ano: 0 · Neste mês: 0 · Hoje: 0
,
O Estado de S. Paulo |
Editoria: | Pág. |
Dia / Mês/Ano: |
|
Vida& |
|
13/FEVEREIRO/08 |
Fabiane Leite
O responsável pelo Laboratório Central do HC, Marcelo Burattini, disse ontem que desde o incêndio de dezembro de 2007 previa-se que a ausência de ar-condicionado em áreas do setor poderia levar à proliferação de microorganismos.
Foi detectado o comprometimento, por fungos e bactérias, de placas – materiais usados em análises para isolar microorganismos – produzidas no laboratório. E também de equipamentos de esterilização e de áreas do setor de microbiologia, que agora terão de ser limpos. Informe da Divisão de Laboratórios, ao qual a reportagem teve acesso, apontou “condições inadequadas de biossegurança” no laboratório de microbiologia.
Há cerca de 15 dias o setor de laboratórios do HC solicitou a compra de novas placas para análises, já que as produzidas no local estavam sendo contaminadas. No entanto, diz o diretor, problemas burocráticos prejudicaram o andamento da aquisição. Segundo Burattini, nos últimos dias o estoque chegou ao limite e foi necessário restringir os exames realizados.
Enquanto a situação não é normalizada, os exames mantidos, como os de sangue, têm só a fase inicial feita no HC, de coleta e confirmação de infecção, o isolamento de bactérias, por exemplo, é realizado na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Para o diretor, o calor dos últimos dias pode ter precipitado o problema no laboratório. “Eu atribuo um pouco a condição climática em janeiro. Isso facilitou o agravamento dessa situação de contaminação ambiental. Houve precipitação de problema previsto e que estava sendo tratado”. Ainda segundo Burattini, os prazos para o restabelecimento da climatização estão adequados. “O prazo é muito razoável”.
Desde o dia 25 de dezembro do ano passado, o dia seguinte do incêndio, a área de laboratórios do HC passa por dificuldades. Já na seqüência do fogo cerca de 20% das atividades foram afetadas. Algumas análises foram transferidas para o setor de biologia molecular. O setor de micobactérias, que trabalha com microrganismos que se propagam pelo ar, foi transferido, em meados de janeiro, para laboratório da Unifesp.
O governo tem destacado que não fez cortes nos orçamentos do HC no último ano. Houve atraso na licitação para adequar a parte elétrica do hospital em outubro, atribuída pela superintendência do hospital a problemas no preço dos serviços.
RAIO-X
4 mil consultas eram feitas diariamente no Prédio dos Ambulatórios antes do incêndio em dezembro de 2007
R$ 1 bi de orçamento teve o HC em 2007. Desse total, R$ 700 milhões vieram do Estado e o restante do SUS
3 anos é o tempo em que o Ministério Público cobra providências
Descubra mais sobre Blog Soropositivo Home Page Arquivo HIV
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

