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Stereotype word cloud shape  Quem tem HIV não participa! AGU garante o direito de discriminar esteriotiposAgo­ra é le­gal ina­bi­li­tar aque­les que tem do­ença se­xu­al­men­te trans­missível. A Ad­vo­ca­cia-Ge­ral da União (AGU) as­se­gu­rou, no Tri­bu­nal Re­gi­o­nal Fe­de­ral da 1ª Re­gião (TRF1), a le­ga­li­da­de dos edi­tais de con­cur­so pa­ra in­gres­so na Ma­ri­nha que pre­ve­em co­mo con­dições de inap­tidão pa­ra o car­go a pre­sença de pa­to­lo­gi­as ou uso de me­di­cações que ge­rem imu­no­de­pressão ou a pre­sença de qual­quer Do­ença Se­xu­al­men­te Trans­missível (DST) em ati­vi­da­de.

Pa­ra com­pro­var a ap­tidão, os can­di­da­tos são sub­me­ti­dos, por ex­em­plo, a tes­tes de de­tecção do vírus HIV. O Mi­nistério Públi­co Fe­de­ral (MPF) ha­via ajui­za­do uma Ação Ci­vil Públi­ca pa­ra que, en­tre ou­tros pon­tos, fos­se sus­pen­sa a nor­ma DGPM-406 da Di­re­to­ria-Ge­ral de Pes­so­al da Ma­ri­nha nos fu­tu­ros con­cur­sos e na­que­les em an­da­men­to.

O juízo de pri­mei­ra instância aco­lheu os ar­gu­men­tos do MPF, de­ter­mi­nan­do a sus­pensão da nor­ma. In­ter­pos­to re­cur­so pe­ran­te o TRF, em uma análi­se ini­ci­al, a de­cisão de 1ª instância foi man­ti­da pe­lo re­la­tor. A Pro­cu­ra­do­ria-Re­gi­o­nal da União na 1ª Re­gião (PRU1) apre­sen­tou um pe­di­do de re­con­si­de­ração e ex­pli­cou que a nor­ma DGPM-406 traz re­gras de ins­peção de saúde na Ma­ri­nha do Bra­sil, ser­vin­do de parâme­tro pa­ra to­dos os edi­tais de con­cur­sos na­ci­o­nais, no âmbi­to des­ta força.

Os ad­vo­ga­dos da União res­sal­ta­ram que se fos­se man­ti­da a de­cisão an­te­ri­or, que con­ser­vou a de­cisão pri­mei­ra instância, cau­sa­ria pre­juízos à União, na me­di­da em que a sus­pensão par­ci­al da “DGPM-406” acar­re­ta­ria a re­visão de to­dos os con­cur­sos em an­da­men­to, que, ape­nas nes­te mo­men­to, to­ta­li­zam no­ve pro­ces­sos se­le­ti­vos.

A PRU1 afir­mou ain­da que a ma­gis­tra­da de pri­mei­ra instância re­co­nhe­ceu o caráter es­pe­ci­al das funções atri­buídas pe­la Cons­ti­tuição Fe­de­ral às Forças Ar­ma­das, o que jus­ti­fi­ca­ria o caráter res­tri­ti­vo em seu in­gres­so.

“Ora, se a de­cisão agra­va­da, con­fir­ma­da ini­ci­al­men­te pe­lo juiz con­vo­ca­do, uti­li­zou tal ar­gu­men­to pa­ra re­co­nhe­cer a cons­ti­tu­ci­o­na­li­da­de da exigência de sub­missão dos can­di­da­tos a tes­tes pa­ra ve­ri­fi­cação do vírus HIV nos exa­mes ad­mis­si­o­nais, mais ain­da de­ve tal fa­to ser­vir de res­pal­do pa­ra a ex­clusão de can­di­da­tos por­ta­do­res des­ta pa­to­lo­gia, sem que is­to se afi­gu­re me­di­da dis­cri­mi­natória”, des­ta­ca­ram na de­fe­sa os ad­vo­ga­dos da União.

A Pro­cu­ra­do­ria des­ta­cou ain­da que a ati­vi­da­de mi­li­tar na­val pres­supõe a per­manência pro­lon­ga­da em am­bi­en­tes fe­cha­dos, o que por si só já pre­ju­di­ca aos por­ta­do­res de en­fer­mi­da­des com po­ten­ci­a­li­da­de mórbi­da.

Nos ar­gu­men­tos apre­sen­ta­dos, os Ad­vo­ga­dos res­sal­ta­ram ain­da que po­derá o mi­li­tar, du­ran­te a car­rei­ra, ser mo­vi­men­ta­do pa­ra lo­ca­li­da­des de­fi­ci­en­tes em as­sistência sa­nitária, o que re­força a ne­ces­si­da­de de se exi­gir mai­or hi­gi­dez, até mes­mo pa­ra a pro­teção própria do in­divíduo.

SAI­BA +

Os ad­vo­ga­dos da União lem­bra­ram que o STJ já ha­via de­ci­di­do de que é con­si­de­ra­do in­ca­paz pa­ra o ser­viço mi­li­tar, de­ven­do ser re­for­ma­do (apo­sen­ta­do), o por­ta­dor do vírus HIV.

Em ou­tro ca­so si­mi­lar, o TRF da 2ª Re­gião en­ten­deu ser legíti­ma a su­jeição, tan­to dos can­di­da­tos às Forças Ar­ma­das, bem co­mo aos mi­li­ta­res da ati­va, ao exa­me médi­co obri­gatório pa­ra de­tecção do vírus HIV, di­an­te da pro­teção ao di­rei­to da saúde de ter­cei­ros e do próprio exa­mi­na­do em fa­ce das pe­cu­li­a­ri­da­des da vi­da mi­li­tar.

JOR­NAL DE BRA­SI­LIA – DF | CAR­REI­RAS

No­ta do Edi­tor de So­ro­po­si­ti­vo.Org

Há pou­cos di­as eu pu­bli­quei uma matéria on­de a AGU, que es­ta mais pa­ra Gu­gug Da­da, em que a re­fe­ri­da “cri­ança” jus­ti­fi­ca a Ma­ri­nha e seus ilíci­tos no mo­men­to de “se­le­ci­o­nar” pes­so­as pa­ra ser­vi-la, com ba­se na so­ro­lo­gia po­si­ti­va pa­ra HIV

A Ad­vo­ca­cia Ge­ral da União afor­ma que se a so­ro­lo­gia po­si­ti­va pa­ra HIV dá azo à re­for­ma (e não de­ve­ria dar, a re­for­ma é ar­bi­trária e com­pulsória) nós, os “ci­vis por­ta­do­res de HIV de­veríamos ter doirei­to à apo­sen­ta­do­ria, o que não te­mos, por­que a in­fecção por HIV (quan­do convém) é uma DO­ENÇA CRÔNI­CA CO­MO O DI­A­BE­TES.

Co­mo con­vi­ver com es­te pa­ra­do­xo?

Em su­ma, está ins­ti­tui­na­li­za­do, pe­la GU­GU DA­DA, o cri­vo dis­cri­mi­natório con­tra pes­so­as so­ro­lo­gi­ca­men­te po­si­vi­tas pa­ra HIV.

A cri­a­tu­ra que de­ter­mi­nou is­so cer­ta­men­te ain­da não se in­tei­rou dos dra­mas pes­so­ais vi­vi­dos pe­las pes­so­as por­ta­do­ras de HIV…

Es­tou fu­ri­o­so e as pa­la­vras me es­ca­pam, mas o que eu dis­se já cla­reia.

Com­pulsão à re­for­ma e ne­gação da apo­sen­ta­do­ria.

On­de está o cor­re­to?

PQP

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