, 22/10/2007 – 21hDe 1998 a 2003, os casos de Sífilis aumentaram em 29%, passando de cerca de 800 casos a 1026, respectivamente, no Brasil. A doença sexualmente transmissível ainda pode aumentar em oito vezes o risco de uma pessoa contrair o vírus HIV. Estes e outros dados foram apresentados nesta segunda-feira (22), em São Paulo, no seminário “Sífilis Congênita: Um Desafio à Saúde Pública”, organizado pelo Programa Municipal de DST/Aids. Um dos principais focos abordados durante o evento é o tratamento de parceiros sexuais de gestantes, para diminuir os casos de sífilis congênita (quando a DST é transmitida ao bebê). Segundo apresentação no evento, o número de homens tratados diminuiu de 98 a 2006, passando de cerca de 18% para 13%, respectivamente, em todo o País. Na última semana, o Programa Municipal de São Paulo lançou uma nova portaria (saiba mais) para conter o avanço da epidemia de sífilis. “Temos uma meta de diminuir os casos da sífilis congênita de quatro para dois a cada mil nascidos vivos em São Paulo, até 2009”, disse Maria Cristina Abbate, coordenadora municipal de DST/Aids em São Paulo, na semana passada durante entrevista.De acordo com o representante do Programa Nacional de DST/Aids no local, Dr. Valdir Monteiro Pinto, um dos principais objetivos de articulações em níveis federal, estadual e municipal é “dar mais visibilidade” para a doença. “Neste ano teremos, em breve, campanhas de TV”, disse.Sobre um dos focos do programa, o tratamento de parceiros de gestante, Pinto afirmou que um estudo da Universidade de São Paulo mostra que 94% de parceiros sexuais gostariam de participar mais no pré-natal de suas parceiras. “O problema é que eles não podem faltar no trabalho e, ainda, podem sofrer algum tipo de discriminação”, comentou.Segundo o Dr. Rubens Yoshiaki Matsuo, membro da Liga de DST da Unifesp, a doença nos homens pode demorar a se manifestar de 10 a 40% dos casos e contribuir com a cadeia de transmissão, inclusive em mulheres grávidas, que realizam sexo durante a gestação.Em 25% dos casos as mulheres que não tratam a doença podem virar inférteis. “A Sífilis pode ser ainda um co-fator para infecção pelo HIV”, disse Matsuo.Um dos esforços para conter a doença em São Paulo será a entrega rápida de testes, em até sete dias. Além disso, aquelas mulheres que tiverem sido detectadas com sífilis, serão contatadas por um profissional (com consentimento prévio) para efetuarem o tratamento.Outra diretriz estabelecida é a abordagem preventiva, inclui também os homens (parceiros sexuais das gestantes soropositivas) que serão localizados, orientados a fazer o teste e, se confirmado o diagnóstico, encaminhados para tratamento.Segundo Valdir Monteiro, o Conselho Federal de Medicina foi favorável à inclusão de homens no tratamento pré-natal, desde que eles não sejam obrigados a fazer o exame, caso não desejem.Rodrigo Vasconcellos
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