Sofrimento em dia de festa

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Data: 07/11/2007
 
Pacientes se queixam de demora no atendimento, falta de refeições e macas sem colchonete

Pâmela Oliveira

Rio – O Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro, completou ontem 100 anos de existência. Mas apesar da comemoração – que incluiu a inauguração da segunda parte da emergência e contou com a presença do Secretário Municipal de Saúde, Jacob Kligerman -, nos corredores da unidade de saúde o que se podia ouvir eram críticas dos pacientes.

Os problemas de Maria Aparecida não terminaram com a alta médica. Sentada numa maca e coberta por um lençol que ela trouxe de casa, a paciente esperava que um maqueiro a ajudasse a entrar no carro enquanto comia um misto-quente com refrigerante. "Estou com fome. Não consegui nem água no hospital. Não me deram nem café", disse ela, que sem conseguir a ajuda de maqueiros acabou sendo colocada no carro por parentes e pessoas que acompanhavam outros doentes.

A família da aposentada Neusa Moutinho da Silva, 62 anos, também afirma não ter motivos para comemorar o centenário do hospital. "Minha mãe foi atropelada ontem (terça-feira) à tarde. Chegamos aqui por volta das 16h, e ela fez o exame de raios-x às 5h da manhã. Passei a manhã procurando um médico, até encontrar um que mandou imobilizar a clavícula dela", contou Cláudia Resende, de 36 anos.

"É muito difícil ver sua mãe chorar de dor e não poder fazer nada", disse.

IMPROVISAÇÃO

Abraçada à mãe, Lavínia Resende, 38 anos, mostrou o colchonete que levou de casa para que Neusa não ficasse deitada na maca fria. "Ela estava só na maca, que está revestida com papelão. Tivemos que buscar o colchonete em casa para que minha mãe ficasse um pouco melhor acomodada. Não consigo entender a razão da comemoração. Deixaram o hospital chegar num ponto muito ruim", reclamou a filha.

A irmã de Amilton Ladislau de Azevedo, 47, também reclamou. "Meu irmão chegou ontem (terça-feira) com um derrame, mas não tinha vaga no CTI. Ele ficou internado numa maca e, por sorte, conseguimos um respirador com o bombeiro", diz Carmem Dolores Azevedo, que esperava a transferência do irmão para um hospital particular. "Nossa sorte é que o chefe dele se propôs a pagar, porque nós não temos condições financeiras".

A Secretaria Municipal de Saúde não comentou a razão da demora nas imobilizações das pacientes. Em nota, informou que Maria Aparecida realizou exames de raios-x e tomografia, passou pela sutura, neurologia e ortopedia. E que Neusa foi submetida a procedimento semelhante. Disse, ainda, que Amilton fez tomografia e que ia levá-lo ao CTI quando a família pediu transferência. O órgão garante ainda que desde a entrada o atendimento foi feito na sala de politrauma, equipada para receber pacientes graves.

ABERTOS 23 LEITOS DE EMERGÊNCIA

Vinte e três novos leitos de emergência foram inaugurados ontem no Souza Aguiar. As festividades começaram às 9h, com missa no auditório, abertura solene e exposição sobre a história da unidade. E continuaram ao longo do dia com a Feira do Cuidar, no Campo de Santana.

"Sorte ter passado por aqui. Fiz o teste de glicose, que deu alto demais. A atendente disse que eu tenho que procurar um médico", disse o comerciário Douglas Senna, 56 anos. Além de teste de glicose, os que passaram na feira tiveram a oportunidade de verificar a pressão arterial, fazer exame bucal e aprender como se precaver de doenças sexualmente transmissíveis.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o investimento das obras e aquisições da nova emergência chega a R$ 28 milhões. A unidade também ganhou novos equipamentos de ar condicionado, respiradores, eletrocardiograma, desfibriladores cardíacos e carros de anestesia, resultado da parceria com o Ministério da Saúde. O DIA mostrou, em 21 de outubro, curiosidades sobre o hospital centenário.

 


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Claudio Souza DJ, Bloqueiro e Escritor
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