0 visualizações históricas

O aces­so aos me­di­ca­men­tos con­tra a AIDS ain­da é res­tri­to e só um terço da po­pu­lação mun­di­al de soropositivos con­se­gue ob­ter tra­ta­men­to ade­qua­do, in­for­ma um re­latório da OMS (Or­ga­ni­zação Mun­di­al de Saúde) di­vul­ga­do nes­ta terça-fei­ra. A si­tuação, con­tu­do, me­lho­rou em al­guns países de po­pu­lação ma­jo­ri­ta­ri­a­men­te de bai­xa e média ren­da.

O re­latório, pro­du­zi­do em par­ce­ria com a Uni­cef, aler­ta que as me­tas es­ta­be­le­ci­das pe­los países da ONU há qua­tro anos pa­ra uni­ver­sa­li­zar o aces­so à pre­venção e tra­ta­men­to até 2010 são “im­prováveis”.

Ape­sar de um au­men­to de cer­ca de 4 mi­lhões pa­ra 5,2 mi­lhões de adul­tos e cri­anças que re­ce­bem tra­ta­men­to con­tra o HIV no mun­do, en­tre 2008 e 2009, o núme­ro re­pre­sen­ta ape­nas um terço da po­pu­lação afe­ta­da.

No cam­po da pre­venção, 67 mi­lhões de pes­so­as em cem países se sub­me­te­ram a um tes­te de di­agnósti­co de HIV em 2009, um au­men­to “in­su­fi­ci­en­te” em re­lação ao ano an­te­ri­or. Se­gun­do da­dos da Áfri­ca sub­sa­a­ri­a­na, me­nos de 40% das pes­so­as con­ta­mi­na­das sa­bem pos­suir o vírus.

O cres­ci­men­to foi afe­ta­do, afir­ma a OMS, pe­la cri­se econômi­ca mun­di­al que afas­tou os fi­nan­ci­a­do­res dos pro­je­tos e dei­xou os in­ves­ti­men­tos em “pon­to mor­to”. A or­ga­ni­zação ins­ta as­sim os do­a­do­res, países e or­ga­ni­zações, a con­ti­nu­a­rem con­tri­buin­do.

“Es­ta­mos no ca­mi­nho cer­to, mas pre­ci­sa­mos de ao me­nos US$ 10 bi­lhões pa­ra al­cançar óti­mos re­sul­ta­dos”, dis­se Paul De Lay, di­re­tor da agência da ONU de com­ba­te à AIDS, em ape­lo a do­a­do­res às véspe­ras da con­ferência de No­va York do Fun­do Glo­bal pa­ra a AIDS, na próxi­ma se­ma­na.

O in­for­me afir­ma ain­da que exis­tem múlti­plos obstácu­los le­gais e so­ci­o­cul­tu­rais à uni­ver­sa­li­zação do tra­ta­men­to e pre­venção, em es­pe­ci­al pa­ra os gru­pos de mai­or ris­co de con­ta­mi­nação, co­mo con­su­mi­do­res de dro­gas in­jetáveis, pro­fis­si­o­nais do se­xo e gays. As or­ga­ni­zações re­co­men­dam por­tan­to eli­mi­nar as leis pu­ni­ti­vas ain­da vi­gen­tes em países mais con­ser­va­do­res.

Ou­tro obstácu­lo des­ta­ca­do no re­latório é a fal­ta de ga­ran­ti­as sa­nitári­as do san­gue dis­po­ni­bi­li­za­do pa­ra trans­fusões em países me­nos de­sen­vol­vi­dos, nos quais ape­nas 48% das doações são sub­me­ti­das a exa­mes de di­agnósti­co an­tes de se­rem uti­li­za­das –fren­te a 99% em países ri­cos.

Es­tas bar­rei­ras, além de ou­tras ci­ta­das pe­lo do­cu­men­to, ele­va­ram a ci­fra mun­di­al de por­ta­do­res de HIV a 33,4 mi­lhões de pes­so­as, núme­ro que re­pre­sen­ta um “de­sa­fio pa­ra a saúde públi­ca em ter­mos de ofer­ta e dis­po­ni­bi­li­da­de de tra­ta­men­tos”, de acor­do com o re­latório.

Hi­ro­ki Na­ka­ta­ni, di­re­tor da OMS pa­ra HIV, tu­ber­cu­lo­se e malária, adi­ou de 2010 pa­ra 2015 a me­ta da ONU de aces­so uni­ver­sal ao tra­ta­men­to do HIV.

BO­AS NOTÍCI­AS

Ape­sar do qua­dro em ge­ral ne­ga­ti­vo, o re­latório da OMS traz al­gu­mas bo­as notíci­as no com­ba­te à do­ença. Em cin­co anos, sal­tou de 15% pa­ra 59% o núme­ro de mu­lhe­res grávi­das con­ta­mi­na­das com aces­so a tra­ta­men­to ade­qua­do pa­ra pro­teção dos fe­tos em países po­bres.

Em 15 países, in­cluin­do Áfri­ca do Sul, Bot­su­a­na, Namíbia e Su­a­zilândia, a dis­tri­buição de an­tir­re­tro­vi­rais a mu­lhe­res grávi­das au­men­tou 80%. Em 14 países, in­cluin­do Bra­sil, Namíbia e Ucrânia, mais de 80% das cri­anças con­ta­mi­na­das re­ce­be­ram tra­ta­men­to.

A con­ta­mi­nação de bebês pe­la mãe é uma das prin­ci­pais fon­tes de trans­missão do vírus e ain­da afe­ta mais de mil bebês por dia, se­ja du­ran­te a gra­vi­dez, o par­to, ou a ama­men­tação, se­gun­do Jimmy Kol­ker, di­re­tor de HIV do Uni­cef.

Há ain­da o au­men­to no núme­ro de países po­bres que ini­ci­a­ram ati­vi­da­des de pre­venção em gru­pos da po­pu­lação sob mai­or ris­co de con­ta­mi­nação, co­mo con­su­mi­do­res de dro­gas in­jetáveis, pro­fis­si­o­nais do se­xo e gays.

“Mui­tos países de­mons­tra­ram que se po­de uni­ver­sa­li­zar o aces­so”, dis­se Na­ka­ta­ni, ci­tan­do os oi­to países que atin­gi­ram mais de 80% da po­pu­lação adul­ta con­ta­mi­na­da com aces­so a tra­ta­men­to: Cu­ba, Cam­bo­ja, Croácia, Bot­su­a­na, Gui­a­na, Omã, Romênia e Ru­an­da.

Se­gun­do o di­re­tor da OMS, o pro­gres­so em re­giões co­mo a Áfri­ca sub­sa­a­ri­a­na, a mais afe­ta­da pe­lo HIV, com um au­men­to de 32% pa­ra 41% na co­ber­tu­ra médi­ca dos ca­sos em um ano, “ofe­re­ce es­pe­rança”.

“Con­tu­do, se­gue sen­do um com­pro­mis­so ina­ca­ba­do e de­ve­mos au­men­tar os es­forços pa­ra os próxi­mos anos”, res­sal­va.

DAS AGÊNCI­AS DE NOTÍCI­AS



[retweet][/retweet]


Total Views: 0

Descubra mais sobre Blog Soropositivo Home Page Arquivo HIV

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

Share This Article
Violência contra a mulher: canais de emergência, denúncia e proteção.

Descubra mais sobre Blog Soropositivo Home Page Arquivo HIV

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo

Descubra mais sobre Blog Soropositivo Home Page Arquivo HIV

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo