Clair da Flora Martins (PV) é candidata a deputada federal pelo Paraná. Mãe de dois filhos, uma filha e avó, formou-se em direito na PUC-PR e em Letras na Universidade Federal do Paraná. Também é pós-graduada em Literatura Brasileira e especialista em direito contemporâneo.
Advogada trabalhista, presidiu o Sindicato dos Advogados do Estado do Paraná no biênio 1989/2000 e a Associação Brasileira de Advogados Trabalhistas (ABRAT), de 1998 a 2000. Foi conselheira da Ordem dos Advogados do Brasil no Paraná e é membro da Associação Latino-Americana de Jus Laboralistas. Foi vereadora em Curitiba, e eleita a primeira deputada Federal do Estado do Paraná.
Segundo biografia divulgada pelo PV, Clair participou ativamente da luta contra a ditadura militar, desde a década de 60. Por sua militância foi presa, torturada, e obrigada a viver na clandestinidade. Lutou pela anistia, pelas Diretas-Já e pelo Fora Collor. Em 1997, foi uma das fundadoras do movimento Reage Brasil, que capitaneou a resistência em nível nacional contra a privatização da Companhia Vale do Rio Doce. Elegeu-se vereadora em Curitiba em 2000, conquistando 5.807 votos. Em 2002, lançou-se candidata a deputada federal obtendo a expressiva votação de 59.114 mil votos, tornando-se a primeira mulher a eleger-se deputada federal no Paraná. Como parlamentar, sua atuação esteve voltada para a defesa dos direitos dos trabalhadores e para o encaminhamento das reformas estruturais do Estado brasileiro, em prol do desenvolvimento do país e da melhor distribuição de renda.
A candidata se diz favorável a uma legislação que reconheça o união civil entre pessoas do mesmo sexo, com a conseqüente conquista dos direitos pertinentes.
Sobre o combate a homofobia, Clair diz ao Maringay ter incorporado em sua plataforma eleitoral a demanda inclusive em material publicitário, contra qualquer forma de discriminação por raça, orientação sexual e outras.
“Nossa luta pela mudança do modelo econômico presume uma inversão de prioridades: que sejam destinados mais recursos para uma educação de qualidade, sem discriminação, melhor salários para os professores e menos dinheiro gasto com juros e banqueiros. Campanhas institucionais em larga escala, com projetos e legislação que punam com mais rigor qualquer tipo de preconceito. Órgãos especializados para atender de forma adequada as vítimas de preconceito.” responde Clair sobre seus projetos de ações na educação e promoção da cidadania.
Sobre DST/AIDS a candidata diz que pretende fazer “projetos de saúde específicos, de conscientização, sem discriminação, e que sejam destinadas verbas do orçamento em volume suficiente para a prevenção e tratamento.”
A última pergunta é sobre o estado laico e a construção da cidadania, a candidata que que “a união de grupos de interesses faz parte da natureza da sociedade democrática. No entanto, o que não se pode é deixar que uns tenham mais direitos que os outros, em nome de determinadas maiorias. Neste sentido, o Estado funciona como um mediador e não pode sofrer a interferência do monopólio de ideologias, religiões, poder econômico ou outros fatores que possam levar a discriminação das minorias por quaisquer motivos.” finaliza Clair ao Maringay.
Fonte: Maringay
{linkr:related;keywords:laico;limit:10;title:Mais+artigos}
Descubra mais sobre Blog Soropositivio Arquivo HIV
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.



















