A análise publicada no The Lancet, demonstrou também que somente 23 países estão no bom caminho para atingir este objectivo. Na África Subsariana, as taxas de mortalidade materna aumentaram pelo menos 1% por ano na África do Sul, Namíbia, Moçambique, Lesoto, Suazilândia, Botsuana e Zimbabué, provocadas em grande parte, pelas mortes relacionadas com a infecção pelo VIH.
Mundialmente, as mortes maternas desceram cerca de 180 000 entre 1980 e 2008, de cerca 525 000 para 340 000 por ano. Sem a infecção pelo VIH, a mortalidade materna teria sido menos 60.000 em 2008, segundo a estimativa dos investigadores.
A queda generalizada da mortalidade materna foi impulsionada principalmente por uma diminuição na Índia e China, os países mais populosos do mundo. Na Índia, a taxa de mortalidade materna baixou uma média de 4% por ano desde 1990. Outras nações em rápido desenvolvimento, como o Brasil, Egipto e Turquia, também tiveram grandes declínios na mortalidade materna.
A análise debruçou-se sobre os dados dos censos, registos de óbito, inquéritos e registos orais de autópsias de 181 países entre 1980 e 2008.
Discutindo a falta de progressos sobre a mortalidade materna na África Austral e Oriental, o Dr. Christopher Murray, do Institute of Health Metrics and Evaluation da Universidade de Washington, disse ao The New York Times:
“Isto significa, para nós, que se se pretende combater a mortalidade materna nestas regiões, é preciso prestar atenção à gestão da infecção pelo VIH nas mulheres grávidas. Não se trata de cuidados obstétricos de emergência, mas de acesso aos medicamentos anti-retrovirais”.
Os críticos dos gastos com programas dirigidos à infecção pelo VIH citaram os gastos com assistência obstétrica como uma das “vitórias rápidas” que teriam maior impacto na realização dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio em comparação com os gastos com a despistagem do VIH e assistência às mulheres grávidas.
“Os serviços especializados na infecção pelo VIH não competem com outras prioridades de saúde”, disse Robin Gorna, director executivo da International AIDS Society. “Estes apoiam-nas através da redução da mortalidade de toda a origem; melhoria da saúde materna, melhoria da saúde das crianças através da prevenção e tratamento da infecção pelo VIH e redução da diarreia e outras doenças através da amamentação segura. Este estudo lembra-nos que, aqueles que procuram colocar a saúde materna e os cuidados relacionados com a infecção pelo HIV em competição de recursos, estão profundamente equivocados. ”
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