, Doença atinge 1,6% das gestantes brasileiras, representando um grave risco para os recém-nascidos Ciro BrighamNo Dia Mundial de Combate à Sífilis, o recado de quem trabalha para erradicar uma doença que atinge 1,6% das gestantes brasileiras, passa de mãe para filho durante a gravidez e causa graves seqüelas nas crianças (surdez, cegueira) foi claro: é preciso reforçar as ações de vigilância epidemiológica e garantir que a notificação compulsória ocorra de fato. No Campo Grande, a manhã de sábado foi de informação e arte-educação para quem participou da programação em homenagem à data, organizada pela Sociedade Brasileira de Doenças Sexualmente Transmissíveis (SBDST/ Regional Bahia) com apoio das secretarias municipal e estadual de Saúde.Para os três milhões de partos realizados por ano no Brasil, o cálculo é de 48 mil gestantes infectadas e 12 mil casos de transmissão vertical (de mãe para filho). A sífilis congênita provocou a internação de 24.761 crianças entre os anos de 2000 e 2005 _ assistência que custou R$10 milhões ao Sistema Único de Saúde (SUS). “Tais gastos poderiam ter sido minimizados caso as autoridades sanitárias brasileiras cumprissem o protocolo assinado junto à Organização Mundial de Saúde (OMS), comprometendo-se, em 1992, a eliminar a enfermidade até 2000”, destaca o documento elaborado pela Sociedade Brasileira de DST.Apesar do diagnóstico simples e do tratamento barato (à base de penicilina e oferecido gratuitamente na rede SUS), um dos principais problemas na luta contra a sífilis ainda é a subnotificação. A SBDST calcula que apenas 30% dos casos de sífilis congênita entram para os registros anuais do Ministério da Saúde. Em 2006, na Bahia, foram diagnosticados apenas 158 casos de sífilis na gestação e 1.380 em adultos _ números que não refletem a verdadeira prevalência da doença. “Precisamos reforçar as ações de vigilância epidemiológica e fazer com que os profissionais da linha de frente (médicos e enfermeiros) notifiquem todos os casos”, ressalta a diretora do Centro de Referência Estadual em DST/Aids (CreAids), Cristina Camargo. Para o presidente da SBDST/ Regional Bahia, Roberto Fontes, falta também visibilidade. “No Brasil, a sífilis é quatro vezes mais prevalente que a Aids, mas não está no foco da mídia e do governo”. Assim como o tratamento, a testagem sorológica gratuita é um direito do cidadão e pode ser feita no CreAids (Rua Comendador José Alves Ferreira, nº 240 – Garcia).
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