
Médico desde 1968, Takimoto observa que a realidade da saúde pública no Brasil impõe esta providência como uma das medidas imperiosas e inadiáveis. O HPV é um dos fatores para o desenvolvimento do câncer de colo do útero. A transmissão do HPV se dá, em geral, pela via sexual, sendo considerada a DST (Doença Sexualmente Transmissível) mais frequente na população.
“Cerca de 50% das pessoas sexualmente ativas vão entrar em contato com o HPV em algum momento da vida”, reforça o deputado. “Os dados são bem alarmantes e impedem que permaneçamos inertes”, preocupa-se.
Registros
O Inca (Instituto Nacional do Câncer) aponta ocorrência de 18.000 casos novos de câncer do colo uterino no Brasil a cada ano. Aproximadamente quatro mil mulheres morrem vítimas dessa doença no país. Duas vacinas preventivas estão registradas no Brasil: a tetravalente – que teve seu registro publicado em 2006, indicada para mulheres de 9 a 26 anos e age contra HPV tipos 6, 11, 16 e 18 – e a bivalente, homologada em 2008 e indicada para mulheres de 10 a 25 anos de idade para dois tipos de HPV, o 16 e o 18. Estudos demonstram ser a vacina altamente eficaz para quem recebeu as três doses.
Takimoto aborda, inclusive, aspectos econômicos em sua proposição. “´É evidente que os custos para o tratamento de câncer de colo de útero superam custos com a vacina, sem considerar o mais importante, a saúde e a vida das pessoas. Por esta razão não se justifica o não-fornecimento da vacina pela rede pública de saúde pelo fator econômico, pelo impacto orçamentário”, argumenta.
Related articles
Descubra mais sobre Blog Soropositivio Arquivo HIV
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.