Tipo de tuberculose resistente aos medicamentos atuais já pode ter alcançado o Brasil

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Agência de Notícias da Aids

Editoria: Pág.

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17/FEVEREIRO/08

Tipo de tuberculose resistente aos medicamentos atuais já pode ter alcançado o Brasil, avalia médica margareth dalcomo, da Fundação Nacional de Saúde

 

16/02/2008 – 13h

A mutação que culminou no surgimento da bactéria ultra-resistente, a XDR, foi provocada pela irregularidade do tratamento. Muitos pacientes abandonam a terapia contra a Tuberculose, que dura cerca de seis meses, após os primeiros sinais de melhora. Isso torna a bactéria mais forte. “O XDR é causado pelo homem”, explica Margareth Dalcomo.

“Nós passamos de uma doença que é virtualmente curável em 100% dos casos”, diz, referindo-se a Tuberculose comum, para outra que é “resistente a todas as drogas disponíveis”, acrescenta a médica. “Nós estamos agora sob ameaça de um risco global que não tem cura”, disse, minutos antes, Carlos Basilia, secretário-executivo da Parceria Brasileira contra a Tuberculose.

Para facilitar o tratamento, Margareth Dalcomo afirma que, atualmente, há 7 fármacos sendo pesquisados. “Nós estamos em busca de um esquema terapêutico que seja mais eficaz que o atual”, explica. A idéia é reduzir o período de tratamento de 6 para 4 meses. De acordo com a médica, em 2006, o país registrou 86 mil novos casos da moléstia. Durante a sua palestra, Margareth Dalcomo esclareceu que alguns setores da população são mais vulneráveis à doença do que outros.

Segundo Dalcomo, os presos têm 40 vezes mais chance de contrair a moléstia e a população de rua 60 vezes mais. Quando os portadores do HIV são analisados, verifica-se que 18% deles possuem Tuberculose. Além disso, 16% das vítimas da doença são pessoas soropositivas. “Tuberculose e Aids são um casamento bastante perverso”, explica Margareth Dalcomo.

Léo Nogueira

 

DICA DE ENTREVISTA

Liandro Lindner
Tel.: (0XX61) 3213-8216 / (0XX11) 7111-4169

Margareth Dalcomo
Centro Nacional de Referência Professor Helio Braga (RJ)
E-mail: margareth.dalcomo@saude.gov.br

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