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Trabalhos da Agência Aids no Brasil e da Agência SIDA em Moçambique são elogiados em Lisboa e despertam interesse de outros países da comunidade de língua portuguesa

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18/03/2010 – 16h30

 

O moçambicano Eusébio Chaquisse, pesquisador da Universidade Lúrio e também participante da mesa em que foi apresentado o trabalho das agências noticiosas, brincou: “Vocês conhecem Moçambique melhor que eu.”
Para ele, o trabalho é muito bem vindo em seu país, já que segundo a pesquisa apresentada por ele na mesa, a informação sobre o HIV e a AIDS ainda é muito escassa, sobretudo entre os jovens das zonas rurais.

 

Chaquisse pesquisou com apoio da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto o conhecimento sobre sexualidade e HIV/AIDS dos adolescentes e jovens, entre 15 e 19 anos, da Cidade moçambicana de Nampula e do Distrito de Lalaua.
“No geral, observei que os jovens sabem sobre os meio de prevenção do HIV, mas não usam PRESERVATIVO“, comentou. “Muitos disseram que há larvas nas camisinhas; que sexo de verdade tem que ser carne com carne; e que mulher bonita tem que ser aproveitada de verdade, ou seja, sem PRESERVATIVO“, explicou.

A brasileira Joelma Ruberti, coordenadora do Programa Municipal de DST/AIDS de Laranjal Paulista, também participou da mesa, falando da vulnerabilidade ao HIV dos catadores de frango e dos canavieiros, que segundo ela, vivem em situações de grande pobreza e se expõem com frequência ao uso de drogas e às relações com profissionais do sexo.
O angolano Laurindo Lukumua falou sobre a cooperação bilateral entre seu país e o Brasil na prevenção do HIV em acidentes de trabalho na área da saúde; e a portuguesa Sónia Dias sobre a vulnerabilidade ao HIV dos imigrantes em Portugal.
Uma experiência de Comunicação Social
A partir desse título, dado pelos organizadores do III Congresso da Comunidade de Países de Língua Portuguesa sobre HIV e AIDS, Tardelli contou aos congressistas sobre o que a motivou a criar uma agência de notícias especializada no assunto.
“Depois que meu irmão morreu de AIDS, ficou cada vez mais evidente que os meus colegas de profissão podiam ajudar mais nessa luta”, comentou a jornalista. “E em 2003 consegui criar um serviço de notícias só sobre AIDS. Aos poucos fomos sendo reconhecidos pelos jornalistas, ativistas e gestores de saúde. Hoje, muitas das pessoas que trabalham na área ou que se interessam pelo assunto por algum motivo, acabam nos consultando”, acrescentou.
Segundo a idealizadora desse projeto, a experiência da agência, assim como já foi replicada em Moçambique, pode ser feita em outros países.
“Nosso trabalho está mostrando bons resultados. Adquirimos no Brasil uma ampla experiência em jornalismo e sabemos que os jornalistas são muito importantes para cobrar por melhores ações do governo e dar voz às pessoas com HIV. Isso também pode acontecer em outros países”, disse.
Lucas Bonanno, responsável pela implementação do projeto em Moçambique, mostrou alguns indicadores que já demonstram o sucesso da agência no país africano.
“Em pouco mais de seis meses de existência, já tivemos 40 reportagens nossas publicadas nos principais jornais moçambicanos. Tivemos mais de 45 mil visitas ao nosso site e todos os dias enviamos as nossas notícias, por e-mail, para cerca de 500 pessoas”, exemplificou.
Na opinião do jornalista, a língua portuguesa abre as portas para a troca de experiências na área da comunicação dentro da CPLP, mas o intercâmbio internacional entre profissionais se torna essencial para a eficácia dos projetos.
“A Agência SIDA também tem como objetivo apoiar Moçambique na formação de jornalistas”, adicionou Bonanno.
Como resultado dessa iniciativa, ele citou o fato do jornalista moçambicano Fernando Fidélis ter feito um intercâmbio de dois meses na Agência AIDS, visitando veículos de comunicação e as principais organizações que atuam contra a epidemia no Brasil; e a parceria com a Universidade Eduardo Mondlane de Moçambique que resultou em estágios, na redação da Agência SIDA, para estudantes de Jornalismo.
O III Congresso da CPLP sobre HIV/AIDS termina nesta sexta-feira, 19 de março, em Lisboa.
Redação da Agência de Notícias da AIDS
O jornalista Lucas Bonanno participa do evento em Portugal com apoio do Programa de DST/AIDS da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo

AGÊNCIA DE NOTÍCIAS DA AIDS | NOTÍCIAS
AIDS | CAMISINHA | DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSIVEIS | CONTRACEPTIVOS
19/03/2010


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