Vacina contra HIV ainda está longe

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Tribuna do Norte – RN

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Internacional

 

17/FEVEREIRO/08

17/02/2008

Boston

Apesar dos avanços da tecnologia, cientistas admitem que estão estacionadas as pesquisas para a fabricação de uma vacina contra o vírus da Aids. As pesquisas estão hoje praticamente no mesmo patamar do que estavam há 20 anos, disse à BBC Brasil o biólogo americano David Baltimore, que recebeu o prêmio Nobel de medicina em 1975. Baltimore, que também é presidente da Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS, na sigla e inglês), admitiu que alguns especialistas já admitem que uma vacina nunca será encontrada, mas também afirmou que a batalha é importante demais para ser abandonada.
                                                          
Em seu discurso de abertura na reunião anual da AAAS em Boston, o biólogo disse que os diferentes caminhos para se encontrar uma vacina falharam até agora. "Mas a comunidade (científica) está deprimida porque não vemos nenhum caminho de sucesso esperançoso." Baltimore acrescentou que apesar disso "essa depressão não está paralisando o desenvolvimento" das pesquisas. "Este é um grande desafio porque, para controlar o HIV imunologicamente, a comunidade científica tem que vencer a natureza, fazer algo que a natureza, com sua vantagem de quatro bilhões de anos de evolução, não conseguiu", disse ele. "Nossa falta de sucesso pode ser compreensível, mas não aceitável."
                                                          
Para Baltimore, "o HIV encontrou maneiras de “enganar” totalmente o sistema imunológico (…) então, temos que ser melhores do que a natureza". Tentativas de controlar o vírus usando anticorpos ou fortalecendo o sistema imunológico terminaram em fracasso.
                                                          
Cientistas agora tentam uma solução a partir de novas técnicas, como terapia genética e com células tronco, apesar de ainda estarem engatinhando nessas áreas. "Nos seres humanos, você realmente só tem uma chance, que é tentar mudar os genes em células tronco", disse Baltimore, que também é um dos maiores especialistas mundiais no HIV. "Então estamos tentando fazer isso, criar vetores que possam transportar genes que trariam vantagens terapêuticas."
                                                          
Baltimore recebeu o Nobel de medicina em 1975 pela co descoberta da transcriptase reversa, uma enzima que, mais tarde se descobriu, é usada pelo HIV para se replicar em células humanas. Ele agora lidera o laboratório Baltimore, no Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), com apoio da Fundação Gates, onde procura meios de fortalecer o sistema imunológico contra agentes infecciosos, particularmente o HIV.

Brasileiro demora a descobrir doença
                                                          
 Apesar do acesso universal a exames e remédios, 43,7% dos pacientes com Aids no Brasil descobrem ser portadores da doença e iniciam o tratamento quando a saúde já está bastante debilitada. A demora para o início da terapia se reflete nas estatísticas de mortalidade. "É um índice inaceitável", afirmou a coordenadora do Programa Nacional de DST Aids do Ministério da Saúde, Mariangela Simão, acrescentando que essa porcentagem "merece uma reflexão da estratégia usada para diagnóstico da doença". Um relatório enviado para a Assembléia Geral das Nações Unidas em HIV/Aids (UNGASS) mostra que o risco de morte de um paciente com início tardio de tratamento é 22 vezes maior do que das pessoas que começam a terapia no tempo oportuno. Dos soropositivos que começaram o tratamento e morreram entre 2003 e 2006, a absoluta maioria (94%) era de pacientes tardios.
                                                          
Para Mariangela, uma das formas de se melhorar o acesso aos exames é a ampliação da oferta de testes rápidos para detectar a Aids. Ela lembra que, embora a oferta do teste tenha aumentado 140% de 2005 para cá, há ainda muita resistência nos serviços públicos para o uso destes kits. Mariangela admite que, no primeiro estágio, parte dos testes perdeu validade nos estoques, sem ser usada. A perda, afirma, foi um misto de resistência dos profissionais dos atendimentos, prazo de validade relativamente baixo dos kits (de 9 a 15 meses) e uma doação acima da capacidade de uso do País, feita em 2005. "Hoje não perdemos mais testes", garantiu.
                                      
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Mariangela defende, porém, que os testes rápidos devem ficar restritos aos serviços de saúde. "É preciso colher o sangue do paciente e para isso é preciso um profissional habilitado", disse.
Ela admite que, no futuro, se os testes de HIV que analisam a saliva do paciente forem aprovados, tal estratégia poderá ser reavaliada. "Precisaremos avaliar se o sistema é útil em termos de saúde pública."
                                                          
O pesquisador da Universidade de São Paulo e um dos colaboradores do documento brasileiro, Alexandre Grangeiro, disse que "é chegado o momento de se pensar em estratégias mais agressivas para oferta dos exames de detecção do HIV". Para ele, é preciso não só intensificar as campanhas que mostram a importância sobre o diagnóstico como também ampliar a oferta dos postos de teste gratuito.
                                                          
Ele defende  a realização de exames em organizações não governamentais. "Uma ação semelhante à que foi realizada com oferta de preservativos", observou. Um tema polêmico, pois muitas pessoas avaliam que o resultado do exame deveria ser dado somente por um profissional capaz de fazer uma orientação adequada. "Tal recomendação era válida no início da epidemia". Mas hoje, argumenta Grangeiro, a Aids não é mais considerada uma sentença de morte.

Empresa da Coréia do Sul vai clonar cachorro
Uma empresa da Coréia do Sul anunciou que obteve permissão para fazer o primeiro clone de cachorro com fins comerciais. A companhia de biotecnologia RNL Bio produzirá um clone de um cachorro pit bull a pedido de uma cliente norte americana da Califórnia. A mulher, identificada pelo jornal Korea Times como Bernann McKinney, pagará 150 mil dólares pelo clone, que será uma cópia de um cachorro que ela tinha e se chamava Booger.
                                                          
A empresa diz que um acordo para a criação do cachorro foi assinado entre a RNL, McKinney e o Centro de Pesquisa de Células Tronco e Clonagem Animal da Universidade Nacional de Seul.
O projeto de clonagem, que envolverá cooperação entre iniciativa privada e institucional, deverá ser concluído até fevereiro de 2009.
                                                          
Para fazer o clone, os cientistas utilizará células retiradas da orelha do pit bull original para fecundar óvulos que serão inseridos em barrigas de aluguel de outras cadelas. Para cada clone, é necessário que cerca de oito cadelas sejam engravidadas, a fim de que as chances de nascimento sejam mais altas.
                                                          
A equipe prevê que o clone de Booger será geneticamente idêntico e terá aparência semelhante ao do animal morto. "Pit bulls nunca foram clonados na Coréia, mas como já tentamos com uma boa variedade de cães, não deveria haver maiores dificuldades", disseram os cientistas em matéria publicada no site coreano donga.com. "Se formos bem sucedidos, será o primeiro caso no mundo em que uma empresa clona um cachorro para uma cliente", enfatizou a equipe.
                                                          

O diretor da companhia, Ra Jeong chan, disse que espera receber cerca de 500 pedidos para clones nos próximos anos, especialmente de milionários muito apegados a seus finados bichinhos deestimação.


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Claudio Souza DJ, Bloqueiro e Escritor
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