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Ciência e saúde |
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16/FEVEREIRO/08 |
Aids
15 de Fevereiro de 2008
Comandando o encontro anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS, na sigla e inglês), o biólogo e presidente da entidade, David Baltimore, afirmou nesta sexta-feira em Boston (EUA) que a ciência está hoje tão perto de desenvolver uma vacina contra o vírus HIV quanto estava 20 anos atrás. Vinda de quem vem, a declaração é um balde de água fria nas esperanças de quem achava que as pesquisas evoluíram nesta área nas últimas duas décadas.
Baltimore sabe do que fala. Ele ganhou o Prêmio Nobel de Medicina de 1975 – justamente por uma descoberta importantíssima sobre o HIV. De acordo com o biólogo, as perspectivas são desoladoras: já há alguns especialistas admitindo a possibilidade de que uma vacina nunca será encontrada. Isso não significa, no entanto, que a batalha deva ser abandonada, segundo suas próprias palavras.
O problema, conforme explicou Baltimore, talvez esteja na própria idéia de uma vacina contra o vírus da Aids. Todas as tentativas de tentar combatê-lo pelo sistema imunológico falharam. "O HIV encontrou maneiras de ‘enganar’ totalmente o sistema imunológico. Então, temos que ser melhores do que a natureza", declarou ele aos seus colegas.
"Este é um grande desafio, porque a comunidade científica tem que fazer algo que a natureza, com sua vantagem de quatro bilhões de anos de evolução, não conseguiu", disse Baltimore. E sentenciou: "nossa falta de sucesso pode ser compreensível, mas não aceitável".
Genética – O cientista acredita que a salvação pode estar não nas vacinas, mas na genética. Baltimore afirmou ter esperanças que terapias genéticas e células-tronco sejam um método mais eficiente de combater o vírus. Só que, de novo, será preciso paciência: no que diz respeito à sua aplicação contra a Aids, as técnicas genéticas ainda estão engatinhando
Nobel – Um dos maiores papas do HIV, Baltimore. recebeu o Nobel de 1975 pela co-descoberta da transcriptase reversa, uma enzima que, mais tarde se descobriu, é usada pelo HIV para se replicar em células humanas. Hoje, ele tem o seu próprio laboratório, e, com a ajuda financeira da fundação de Bill Gates, investe em pesquisas na área em que é especialista.
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