Alta prevalência de condições Geriátricas entre pacientes HIV+ pessoas com mais idade 50 em San Francisco

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Malcolm João Foto - cortesia pela UCSF
Malcolm John (Photo courtesy UCSF)

A pesquisa envolveu pessoas com idades compreendidas entre os 50 anos ou mais recebendo o atendimento ambulatorial em San Francisco. Globalmente, 40% relataram dificuldades com atividades diárias, a maioria relatou a solidão, muitos tinham comprometimento cognitivo leve e 30% tinham qualidade de vida pobre ou deplorável.

[Produzido em colaboração com Aidsmap.com]

“Este é um dos primeiros estudos a avaliar uma vasta gama de avaliações geriátricas entre indivíduos infectados pelo HIV, em um ambulatório especializado em tratamento de pessoas com HIV/AIDS, e fornece uma visão geral abrangente das necessidades de saúde enfrentadas pelo envelhecimento da população HIV positiva”, escreveram os autores. “Observamos uma alta carga de déficits sobre os  adultos infectados pelo HIV há mais tempo em vários domínios, incluindo comprometimento funcional, quedas, depressão e isolamento social”.

Os pesquisadores acreditam que seus achados têm implicações para os cuidados do paciente, comentando, “nossos resultados destacam a importância da disponibilização sistemática e funcional, de atenção social e atenção à saúde mental das pessoas vivendo nessas condições dando suporte para o envelhecimento saudável da população infectada pelo HIV.”

Melhorias no tratamento e cuidado significa que muitas pessoas com HIV podem, agora, viver bem na velhice. Mais da metade dos pacientes HIV positivos adultos nos Estados Unidos estão agora na idade de 50 anos ou mais. Pesquisa anterior mostrou que estes indivíduos freqüentemente têm vários problemas de saúde e desenvolvem condições associadas à velhice mais cedo do que o tradicional o coorte para a velhice — 65 anos.

O estudo de coorte de envelhecimento veteranos (VACS – Acrônimo em Inglês para Veterans Aging Cohort Study) index, uma ferramenta prognóstica baseada em marcadores associados ao HIV e outras condições de saúde, pode ser usada para identificar mais pessoas soropositivas com um elevado risco de doença e de morte. A pontuação do Índice de VACS também tem sido associada com o risco de fraturas de fragilidade, prejuízo cognitivo, e menor capacidade de exercício. No entanto, menos se sabe sobre sua associação com condições de geriatria, tais como o estado funcional das pessoas analisadas.

Por conseguinte investigadores concebido um estudo observacional transversal avaliando o físico, o cognitiva o social e os hábitos comportamentais com relação à saúde de uma grande amostra de idosos HIV positivos  em tratamento ambulatorial em 2 clínicas em San Francisco. Uma combinação dos cuidados gerontológicos e outras avaliações foram utilizados para avaliar questões psicossociais observadas em pacientes idosos portadores de HIV. Os investigadores consideram a hipótese de que a idade e a pontuação do Índice de VACS estaria associado com condições geriátricas identificadas nas avaliações.

Recrutamento ocorreu entre dezembro de 2012 e dezembro de 2014 e pacientes de língua inglesa a partir dos 50 anos de idade ou acima que foram elegíveis para participar do estudo.

Avaliações incluíram perguntas sobre situação física, social, saúde mental e cognitiva.

Os pesquisadores usaram uma combinação de avaliações que geralmente são usados em pacientes geriátricos e problemas tradicionalmente específicos enfrentados pelas pessoas mais velhas HIV positivas.

Os pesquisadores avaliaram 4 grandes áreas de saúde:

  • A saúde física e funcionalidade, quedas e velocidade de caminhada (as atividades de vida diária e Atividades Instrumentais da Vida Diária);
  • Apoio social, incluindo o suporte físico percebido e a solidão;
  •  A saúde mental, incluindo depressão, ansiedade e transtorno de estresse pós-traumático (TEPT);
  • Comportamento e estado geral de saúde, incluindo a adesão à terapia de HIV e a qualidade de vida em geral.

Um total de 359 pacientes foram avaliados. A maioria (85%) identificados como homens, dois terços foram em homens que fazem sexo com homens (HSH) categoria de risco e cerca de 60% eram brancos. Cerca de três quartos haviam participado do colégio. Metade estavam recebendo benefícios por incapacidade e a maioria tinha um rendimento anual abaixo de US$ 20.000. A maioria (85%) vivia com diagnóstico da infecção pelo HIV por um período de dez anos ou mais. No que se refere aos marcadores relacionados à infecção por HIV, 82% tinham carga viral indetectável e mais de metade tinha uma contagem de células CD4 acima de 500 células/mm3.

A média de idade foi de 56 anos e dois terços dos pacientes estavam em seus cinquenta anos. Pacientes com idade igual ou superior a sessenta anos foram mais susceptíveis de serem brancos (o que implica, por análise e “geometria”, segundo interpreta o obtuso tradutor, num menor índice de sobrevivência de pessoas negras com HIV nos E.E.U.U., coisa que, não sei porque, não achei estranha…), Instrução colegial e ter um rendimento anual superior quando comparados aos participantes mais jovens.

Os pacientes tiveram uma alta carga de condições associadas à idade mais avançada, com 41% a relatar uma queda no ano anterior, quase 60% relatar solidão, metade reportou baixos níveis de apoio social e mais de um terço preenchiam os critérios de comprometimento cognitivo leve.

Pacientes com idade faixa dos sessenta anos ou mais velhas foram mais constantes em relatar problemas com o equilíbrio do que os pacientes na faixa dos 50 anos (47% vs 33%). Prevalência de problemas com relacionados à saúde física e funcionalidades orgânicas foi semelhante nos dois grupos de idade (12%), mas as pessoas na faixa dos sessenta anos tinham a velocidade de caminhada menor.

No entanto, pacientes mais velhos relataram menos ansiedade e tinham níveis mais elevados de adesão ao seu tratamento do HIV. Embora os pacientes mais velhos demonstrarem-se mais satisfeitos com  sua “taxa de qualidade de vida relacionada à saúde como” “boa”, foi menor a frequência de quem informasse teria sido “muito bom” ou “excelente” em comparação às pessoas na faixa dos cinquenta anos.

Uma maior pontuação do Índice de VACS — indicativos de maior risco de mortalidade — foi associada com maiores níveis de dependência e Atividades instrumentais da vida diária, ou seja, escores de quedas maiores e menos velocidade de marcha.

“Nossos dados adicionam ao crescente corpo de evidências de que os mais idosos adultos infectados pelo HIV estão enfrentando o aumento de eventos médicos, psiquiátricos e de complexidade social, e contribuir para oferecer informações sobre como essa complexidade varia nos diferentes grupos de idade nos adultos mais velhos”, concluíram os autores. “Nossos achados realçam a importância de se adotar uma abordagem global para identificar problemas de saúde voltados para pacientes idosos HIV positivos e a necessidade crítica de desenvolver intervenções multidisciplinares para implementar uma qualidade de vida e superior perante a multifacetada plêiade de necessidades específicas dos mais pacientes “mais velhos” infectados pelo HIV.”

5/10/16

Publicada no domingo, 08 de Maio de 2016 00:00  no HIV and Hepatitis.com por Michael Carter

Traduzido Por Cláudio Souza do original em High Prevalence of Geriatric Conditions Among HIV+ People Over Age 50 in San Francisco. Revisado por Mara Macedo em 

Reference

M John, M Greene, NA Hessol, et al. Geriatric Assessments and Association with VACS Index Among HIV-Infected Older Adults in San Francisco. Journal of Acquired Immune Deficiency Syndromes. March 29, 2016 (online ahead of print).

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