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Agência de Notícias da AIDS |
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19/JUNHO/07 |
Travestis fotografadas para exposição ‘Retratos de uma Cidade Escondida’, promovida pela Agência AIDS, avaliam que trabalho ‘abre portas’
18/06/2007 – 11h50
Travesti faz pose para as lentes do fotógrafo Barry Michael Wolfe durante “Camarote Solidário”, ocorrido em 10 de junho
“Exposição simples, mas maravilhosa. Ele quis deixar bem claro a doçura de uma travesti”. Essa é a opinião de uma das transexuais retratadas na mostra “Retratos de Uma Cidade Escondida” (saiba mais), encerrada oficialmente no último sábado (16/06). Na avaliação de Brida Shiminazu, 22 anos, o trabalho do fotógrafo Barry Michael Wolfe está “abrindo portas pra gente.”
Durante o “Camarote Solidá
ri
o”, realizado pela Agência de Notícias da Aids e Condomínio Conjunto Nacional no dia da Parada do Orgulho Gay (saiba mais), Shiminazu e outras travestis lembraram do início do seu relacionamento com o fotógrafo de origem escocesa.
“Ele [Barry Michael Wolfe] tinha curiosidade de conhecer nosso trabalho”, lembra Brida Shiminazu. A cearense encontrou com o fotógrafo pela primeira vez há cerca de dois anos e elogia a iniciativa de realizar a exposição. “Ela [a travesti] se auto exclui da sociedade por medo”, avalia. Em comum com as suas colegas, além da pouca idade, a mesma admiração pelo trabalho do fotógrafo radicado no país há cerca de 21 anos.
Camila Smith, de apenas 19 anos, conheceu Barry no “aniversário de uma amiga”. A festa ocorreu, segundo Smith, há dois anos. “Gostei do trabalho dele”, acrescenta. De acordo com a lembrança do fotógrafo, a ocasião em que conheceu Camila “foi o primeiro dia” em que ele tirou fotos.
Patricia Heigade, também com 19 anos, viu o escocês pela primeira vez em “uma festa em casa”. De acordo com ela, Barry chegou a sua residência junto com algumas amigas, o que lhe trouxe confiança em relação ao seu trabalho e caráter. Isso foi há “uns seis meses”. Sobre o trabalho desenvolvido pelo fotógrafo, Heigade é sucinta: “Legal, profissional”.
A cearense Suyane Evelyn, 23 anos, conheceu Barry Michael Wolfe faz dois anos. “Eu conheci ele numa balada GLS”, lembra. Na avaliação de Suyane, Wolfe consegue realizar o seu trabalho porque sabe lidar com as travestis. Para se aproximar de uma travesti, e ganhar sua confiança, ela acredita que “tem que saber falar”.
Enquanto conversavam com a reportagem, as travestis tiravam novas fotos, usando as instalações do tombado Conjunto Nacional como pano de fundo. A exposição “Retratos de Uma Cidade Escondida”, que começou no início de junho, será desmontada na tarde desta segunda-feira (18/06).
Léo Nogueira
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