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ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO |
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Agência de Notícias da Aids |
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17/JUNHO/07 |
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Exposição sobre travestis encerra neste sábado e tem avaliação positiva do público
16/6/2007 – 15h
Imagem que integra a exposição do fotógrafo Barry Michael Wolfe
“Quem tem o direito de julgar? Cristo acolheu uma prostituta! Sigam o exemplo e não julguem”. Esta é uma das mensagens deixadas no livro de visitas da exposição “Retratos de Uma Cidade Escondida”, do fotógrafo Barry Michael Wolfe, de origem escocesa. Em um pouco mais de 30 páginas, o público aprovou as 30 imagens expostas na Av. Paulista, 2073. O projeto é uma realização do Condomínio Conjunto Nacional, da Iacocca (Assessoria de Marketing Cultural) e da Agência de Notícias da Aids.
Imagem que integra a exposição do fotógrafo Barry Michael Wolfe
“O perigo está neste bando de fanáticos religiosos que são os mais preconceituosos. Isso sim é pecado”, dizia uma das mensagens escritas no livro.
As manifestações contra a exposição foram escritas com carga de tom religioso. “Isso é contra a vontade de Deus, essas pessoas eram pra ser a imagem e semelhança dele”, contestou um visitante. “Vocês vão queimar no fogo do inferno junto com Satanás”, disse outro.
Em um do recados deixados, uma mulher afirmou que “não existe homem querer virar mulher”. Na página ao lado, outra respondeu que “a questão aqui não é de mulher de verdade ou não, é dignidade”.
Há ainda os recados de baixo-calão como xingamentos de “bichas pobres e feias”, mas são minoria.
Outra pessoa no entanto afirmou que “respeita, mas deveriam trabalhar e estudar. Acho que seria o único caminho para o respeito”.
A maioria das mensagens parabenizou o evento como um ato de “coragem” além de mostrar a “alma” de pessoas que são excluídas socialmente.
Em um ano e oito meses, Barry Michael Wolfe selecionou e organizou 30 fotos para a exposição. “Tirei entre 300 e 400 imagens e escolhi aquelas que demonstravam mais sentimentos transmitidos pelo olhar. Busquei mostrar como elas [as transgêneros] gostariam de serem percebidas”, comentou o fotojornalista.
Segundo o texto divulgado pela organização da mostra, “um grande número das travestis que vivem na cidade nasceram no Norte e Nordeste do Brasil e, São Paulo, acaba sendo palco de sua transformação física e passagem com destino à Europa onde sonham conseguir condições para ter uma vida melhor.”
Barry Michael Wolfe é formado em direito internacional e criminologia nas faculdades de Cambridge, Yale e Edimburgo. Começou a fotografar travestis em 2005 porque, segundo ele, “o universo que elas vivem mostra um pouco da hipocrisia e androgeneidade que se esconde no falso moralismo que existe no mundo”.
A exposição contou com o apoio das seguintes instituições: Programa Municipal de DST/Aids de São Paulo, Programa de DST/Aids do Estado de São Paulo; da Secretaria Especial para Participação e Parceria de Assuntos da Diversidade; da Vinícola Perini; Prudence; Labtec; e Barong.
Rodrigo Vasconcellos
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