A ciência que tenta curar
Visualizações: 925 · Hoje: 0 · Semana: 7 · Mês: 30 O GLOBO-RJ Editoria: Pág. Dia / Mês/Ano: SAÚDE 06/SETEMBRO/09 Com verbas estrangeiras e especialistas moçambicanos, o tratamento avança no país...
O GLOBO-RJ | Editoria: | Pág. | Dia / Mês/Ano: |
SAÚDE |
| 06/SETEMBRO/09 |
Com verbas estrangeiras e especialistas moçambicanos, o tratamento avança no país Roberta Jansen* Enviada especial MAPUTO, Moçambique. Kátia Buene, de 20 anos, tem um enorme sorriso estampado no rosto. Ela brinca com o filho, Wikison, de 1 ano, enquanto espera o atendimento de rotina pediatria do Hospital Central de Maputo. Kátia é SOROPOSITIVA, mas a maternidade foi planejada. Graças ao tratamento feito, seu filho nasceu sem o vírus.
- Pensar positivamente, é o remédio para todos os problemas – ensina ela. – Se eu não pensasse assim, não estaria viva, nem teria tido o meu filho. Eu tomei todos os cuidados possíveis e sei que ele está bem. Venho aqui a cada três meses apenas para fazer o acompanhamento dele.
- As ONGs são as grandes implementadoras do programa de AIDS hoje em Moçambique – explica Luiz Gibier de Souza, coordenador de HIV e Saúde da Care, uma ONG americana.
- O governo definiu as políticas, mas quem faz a implementação são as ONGs. São pelo menos umas 40 trabalhando aqui, uma grande indústria geradora de fundos, empregos e serviços.
- Se não fosse o medicamento, eu já teria passado por este mundo há muito tempo – atesta Amina Abacar Mussawe, de 39 anos. – Desde que comecei a tomar o remédio, nunca mais tive nada, estou de pé e dando força a todos.
- São áreas não cobertas por outras agências – explica o secretário-executivo do Unitaid, Jorge Bermudez. – Buscamos também estabilizar o mercado para esses produtos, criando demandas, fazendo os preços baixarem ou incentivando os genéricos.
- É a minha pequenininha – conta Hermínia, a mãe, toda orgulhosa dos olhares de admiração dispensados à filha.
- Agora ela está bem, come muito, vai à escola, então eu estou feliz. Mas quando soube, meu mundo acabou. Porque eu me testei duas vezes durante a gravidez e deu negativo.
- Nós (as ONGs) suprimos as lacunas do sistema – resume Gibier. – O Estado é muito deficitário, a formação de mão-deobra é muito fraca. De maneira geral, acho que as ONGs cumprem razoavelmente as suas metas. Mas não adianta estarmos à frente do Estado. Não adianta, por exemplo, comprarmos um equipamento médico de última geração para um hospital onde falta luz.
- Podemos ter uma chance melhor de produzir uma vacina capaz de estimular a resposta desses anticorpos neutralizantes, o que consideramos fundamental para o desenvolvimento de um imunizante eficaz – afirmou Dennis Burton, coordenador do estudo.
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