Situação abrange ainda todo o País; Alagoas tem 2.862 pessoas que sabem ser portadoras de HIV
A qualidade de saúde e atenção básica a doentes vítimas da AIDS ainda é considerada precária em Alagoas e em todo o país, segundo revelou o coordenador da rede nacional de Pessoas com HIV e AIDS, Cláudio Vilarins. Durante o 8º Encontro Estadual de Pessoas Vivendo com AIDS, que terminou neste sábado (06), no Hotel Pajuçara, foram discutidas formas de aperfeiçoar a publicidade dos direitos dos portadores do vírus. Em Alagoas, há 2.862 pessoas que sabem ser portadoras.
O tema escolhido para esta edição do encontro é a comunicação. “Queremos mostrar às pessoas que têm AIDS e à sociedade em geral, por meio da mídia e de campanhas massivas, que o portador do HIV tem uma vida normal, cuja diferença é ter alguns cuidados que o cidadão que não é portador não precisa ter”, explicou o coordenador, exemplificando o tratamento com coquetéis, que deve ser cumprido à risca.
Apesar de reconhecer que ainda há uma série de estigmas a serem ultrapassados, Vilarins afirma que na década de 80, o preconceito era muito maior. “Melhorou depois de muita campanha, muitos seminários”, relatou. Segundo o coordenador, a conscientização é feita em etapas. A primeira consiste no trabalho de especialistas, como médicos e psicólogos, em relação aos próprios portadores. Em seguida, essas informações são disseminadas à população.
“Esse encontro é mais uma oportunidade de passarmos esse conhecimento a respeito da doença e, mais uma vez, levantar a bandeira contra o preconceito aos aidéticos”, completa. Cláudio Vilarins defende que as campanhas deixem de ser eventuais e tornem-se diárias, especialmente em se tratando de uma doença que, no Brasil, revela 35 mil novos casos por ano.
GAZETAWEB – AL |
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