Início HIV/AIDS A Busca Por Uma Vacina Municípios se mobilizam contra hepatite B no MA

Municípios se mobilizam contra hepatite B no MA

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Uma das estratégias encontradas é desenvolver parcerias com o objetivo de disponibilizar a vacina em escolas

O Governo do Maranhão está alertando e convocando os 217 municípios para participarem de uma mobilização contra a HEPATITE B, direcionada, principalmente, aos jovens de 11 a 19 anos, faixa etária cuja cobertura vacinal no Maranhão e no restante do país está muito baixa. Uma das estratégias encontradas é desenvolver parcerias com o objetivo de disponibilizar a vacina contra a doença em escolas da rede pública da capital e interior do estado.

Neste contexto, São Luís será o primeiro município a iniciar a vacinação, que acontecerá em etapas. A partir desta segunda-feira (8) e até o próximo dia 12 deste mês, 17 escolas da rede pública municipal e estadual de São Luís serão alvos da mobilização, que espera atingir cerca de oito mil alunos com idade entre seis e 19 anos, matriculados nos turnos matutino, vespertino e noturno.

O trabalho será executado pela Secretaria Municipal de Saúde (Semus) e conta com o apoio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), e das Secretarias de Estado e Municipal da Educação. A vacina contra a HEPATITE B é ministrada em três doses, com intervalos de 30 dias da primeira para a segunda e 160 dias para a última dose.

“A intenção é aplicar as duas primeiras doses até dezembro para que os jovens dêem início às férias com o processo de imunização da doença já iniciado. Estamos solicitando ainda que eles levem a carteira de vacinação para a escola porque acreditamos que muitas pessoas já estão vacinadas”, explicou o coordenador do Programa de Hepatites Virais da SES, Genildo Cardoso.

Além da capital, a SES está em intensa articulação com os municípios de Caxias, Imperatriz e Codó, que em breve devem divulgar o cronograma de atividades nas escolas. Nesta primeira fase, serão beneficiados os alunos das unidades de ensino que mantêm o Programa Saúde na Escola. “Hoje, existem 102 municípios com o Saúde na Escola e de imediato estamos utilizando o Programa para fazer a mobilização, mas a nossa intenção é ampliar o leque para outras instituições e municípios”, destacou Cardoso.

O coordenador das Hepatites Virais disse que o Ministério da Saúde vem recomendando esta vacinação aos Estados e Municípios por entender que é preciso proteger a faixa etária de 11 a 19 anos, cuja cobertura vacinal não é satisfatória. E para completar, segundo as autoridades de saúde, estes jovens vivem em situação de vulnerabilidade. Segundo dados da SES, no Maranhão, em 2010 foram notificados 174 casos de HEPATITE B, sendo dois entre jovens de 10 a 14, cuja cobertura vacinal contra a doença B é de quase 80%. Na faixa etária dos 15 aos 19, são outros 12 casos, sendo que a cobertura é ainda mais baixa: 37,38%.

“Os jovens estão iniciando a vida sexual cada vez mais cedo e sem a proteção do PRESERVATIVO. Além disso, é uma faixa etária mais exposta a objetos pérfuro-cortantes de uso compartilhado como é o caso das seringas. Por outro lado, como eles não têm mais acompanhamento tão de perto dos pais, e a vacina não é obrigatória, eles dificilmente procuram as salas de vacinação”, explicou ele.

A doença

As hepatites são doenças graves que atacam o fígado, um dos órgãos mais importantes do corpo humano. Os cinco principais tipos (A, B, C, D e E) são causados por vírus que podem passar de uma pessoa para outra. As hepatites geralmente não apresentam sintomas. Quando aparecem podem provocar cansaço, tontura ou ânsia de vômito. Muitas vezes, a pele e os olhos ficam amarelados, a urina escura e as fezes mais claras.

A medida mais eficaz e de melhor custo-benefício para interromper a cadeia de transmissão da HEPATITE B consiste na vacinação dos indivíduos antes da exposição ao vírus, tendo em vista ser essa uma doença grave e sexualmente transmissível. “É importante que a vacina contra a HEPATITE B está disponível nos postos de saúde para crianças e adolescentes menores de 20 anos, profissionais de saúde, manicures, podólogos, gestantes a partir do terceiro mês, entre outros”, frisou Genildo Cardoso.

 

O IMPARCIAL – MA | MARANHÃO

 


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