Barreira para cura da AIDS é maior do que se esperava, dizem cientistas
A infecção por HIV é normalmente tratada com terapia à base de antirretrovirais, que atinge o vírus da AIDS se multiplicando ativamente, porém não afeta formas inativas ou latentes da doença. É esse o principal desafio dos cientistas em busca de uma cura. Pesquisadores descobriram agora que o reservatório latente, considerado a maior barreira para a cura da AIDS, constitui um obstáculo ainda maior do que o esperado: um estudo publicado nesta quinta-feira na revista científica Cell mostra que ele pode ser até 60 vezes maior do que o estimado anteriormente. Os resultados, divulgados antes da conferência “What Will it Take to Achieve an AIDS-free World?” (“O que falta para atingir um mundo sem AIDS?”, em tradução livre), destacam limitações importantes das atuais estratégias de tratamento e podem levar ao desenvolvimento de intervenções mais eficazes.

Respeitando o drama de quem precisa de um transplante para permanecer vivo, é muito mais fácil conseguir um transplate renal, hepático ou cardiológico do que a cura para a AIDS, um sonho ainda distante
“Gostaríamos de aproveitar essas descobertas para desenvolver melhores maneiras de medir o tamanho do reservatório latente em pacientes que estão participando de tratamentos com potencial de cura”, afirma o pesquisador Robert Siliciano, da escola de medicina da Universidade Johns Hopkins (EUA), um dos autores do estudo. “Dessa forma, acreditamos que nossa análise vai contribuir para os esforços em busca da erradicação do HIV.”
O reservatório latente em portadores do vírus da AIDS consiste em diversos provírus: o DNA viral integrado ao cromossomo celular que é inserido no genoma das células do sistema imunológico do paciente. Uma estratégia de tratamento conhecida como “choque e morte” envolve ativar essas células e os provírus que as abrigam, e então utilizar terapia antirretroviral para prevenir que os vírus ativados infectem outras células.

Para conter esta epidemia a melhor arma ainda é o uso consistente do preservativo

Portanto, o melhor a ser feito é ter uma camisinha sempre à mão, pois uma transa, por melhor que possa ser, nunca poderá valer sua qualidade de vida ou, ainda pior, a sua vida. Viver com HIV não é um passeio à praça; muito pelo contrário! No meu caso são 22 comprimidos e duas injeções por dia
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4 comments
Graças a Deus, que Ele continue a iluminar os cientistas e que possamos vencer o virus
Amém
Eu quero fazer parte dos estudos ser cobaia sou hiv ha 15 anos e queria muito poder ajudar
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